Mendonça assume inquérito do Master após saída de Toffoli

10.03.2026

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O Antagonista

Mendonça assume inquérito do Master após saída de Toffoli

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Paulo Melo
2 minutos de leitura 13.02.2026 06:26 comentários
Brasil

Mendonça assume inquérito do Master após saída de Toffoli

Mudança ocorreu após reunião convocada por Fachin para discutir relatório da Polícia Federal

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Paulo Melo
2 minutos de leitura 13.02.2026 06:26 comentários 2
Mendonça assume inquérito do Master após saída de Toffoli
Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, foi sorteado na quinta-feira (12) como novo relator do inquérito que investiga suspeitas de fraudes e irregularidades envolvendo o Banco Master. A redistribuição ocorreu após o ministro Dias Toffoli pedir para deixar a condução do caso no mesmo dia, depois de reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Toffoli estava à frente da investigação desde novembro de 2025. A saída foi motivada por relatório da Polícia Federal que apontou menções ao ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do banco. O conteúdo dessas mensagens permanece sob segredo de Justiça.

A reunião entre os ministros durou cerca de três horas e teve como objetivo apresentar formalmente o relatório da PF e discutir os desdobramentos institucionais do caso. Durante o encontro, Toffoli inicialmente defendeu permanecer na relatoria, mas acabou concordando com a saída diante da repercussão pública.

Em nota oficial, os integrantes do STF manifestaram apoio ao ministro e afirmaram que não havia elementos jurídicos que configurassem impedimento ou suspeição. A Corte também declarou válidos todos os atos praticados por Toffoli enquanto esteve à frente do inquérito, garantindo a continuidade das investigações sem anulação de provas.

O caso ganhou dimensão política e institucional após reportagens apontarem possíveis relações entre negócios ligados ao Banco Master e um resort no Paraná associado a familiares do ministro. Toffoli confirmou participação societária no empreendimento, mas negou ter recebido valores do banqueiro investigado.

Com a redistribuição eletrônica, caberá agora a Mendonça decidir sobre pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, incluindo eventuais medidas cautelares, quebras de sigilo e novas diligências. O inquérito investiga possíveis crimes financeiros, gestão irregular e conexões envolvendo a instituição, cuja liquidação pelo Banco Central desencadeou ampla repercussão no sistema financeiro e no meio político.

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Paulo Melo

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Comentários (2)

13.02.2026 07:56

Nenhum elemento jurídico …? Entendi. O acobertamento recebeu apoio de todos.


Carlos Renato Cardoso da Costa

13.02.2026 06:53

Interessante. Mendonça tem tido uma atuação discreta e correta. Vamos ver como ele conduz um processo tão delicado.


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