Maioria acha que CV e PCC devem ser classificados como terroristas, aponta Quaest

10.12.2025

logo-crusoe-new
O Antagonista

Maioria acha que CV e PCC devem ser classificados como terroristas, aponta Quaest

avatar
Redação O Antagonista
2 minutos de leitura 12.11.2025 09:13 comentários
Brasil

Maioria acha que CV e PCC devem ser classificados como terroristas, aponta Quaest

Apesar do apoio popular, equiparação de facções a grupos terroristas enfrenta resistência no governo Lula

avatar
Redação O Antagonista
2 minutos de leitura 12.11.2025 09:13 comentários 3
Maioria acha que CV e PCC devem ser classificados como terroristas, aponta Quaest
Foto: RS/Fotos Públicas

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 12, aponta que a maioria dos brasileiros concorda com a classificação de facções criminosas, como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas.

A equiparação é válida para 73% dos entrevistados, ante 20% que não a consideram correta. Outros 7% não responderam ou não souberam opinar.

Os números são semelhantes aos verificados pela Quaest no Rio de Janeiro em outubro.

Quando questionados se as facções criminosas deveriam ser enquadradas como organizações terroristas, 73% responderam “sim”, enquanto 23% disseram “não”. Apenas 4% não opinaram.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 6 e 9 de novembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia também: Aprovação de Lula interrompe tendência de alta, indica Quaest

Terrorismo

A questão voltou ao debate público com muita intensidade após a deflagração da Operação Contenção, em 28 de outubro, quando as forças policiais fluminenses entraram em confronto com membros do Comando Vermelho (CV), numa ação que resultou na morte de 117 faccionados e quatro policiais nos complexos do Alemão e da Penha.

O governo Lula resiste a encampar o enquadramento de grupos como CV e PCC, sob o receio de que poderia atrair algum tipo de interferência americana, mas os governos dos vizinhos Paraguai e Argentina deram passos nessa direção após a megaoperação no Rio.

PL Antifacção

Diante do esperneio do governo Lula, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) removeu alterações na Lei Antiterrorismo do PL Antifacção.

O substitutivo atual endurece penas para ações de facções e amplia instrumentos de investigação, mas não altera a Lei Antiterrorismo nem mexe nas regras que tratam das atribuições da PF.

Derrite afirma no parecer que a tipificação de terrorismo segue distinta da atuação de facções criminosas e que unir os dois conceitos poderia gerar “insegurança jurídica”, além de questionamentos no Supremo Tribunal Federal.

Com isso, o texto antifacção não altera definições, penas ou hipóteses da lei vigente, nem cria vínculos formais entre crime organizado e terrorismo.

Leia em Crusoé: Narcoterror

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Alessandro Vieira sobe o tom contra STF

Visualizar notícia
2

AtlasIntel: clientes da XP são maioria de investidores do Master

Visualizar notícia
3

Câmara aprova PL da Dosimetria

Visualizar notícia
4

Bolsonaristas vão se contentar com PL da Dosimetria?

Visualizar notícia
5

“A Câmara não se curvará a esse tipo de conduta”, diz Motta sobre Glauber Braga

Visualizar notícia
6

Tesouro dos EUA reafirma Magnitsky contra Moraes em carta a congressista

Visualizar notícia
7

Crusoé: 83% veem risco de impunidade com sigilo de Toffoli no ‘caso Master’

Visualizar notícia
8

Bacellar deixa prisão na PF após decisão do STF

Visualizar notícia
9

Vamos falar de abusos e de “vulneráveis”?

Visualizar notícia
10

Presidente de Honduras condena “golpe eleitoral” e reclama de Trump

Visualizar notícia
1

"A Câmara não se curvará a esse tipo de conduta", diz Motta sobre Glauber Braga

Visualizar notícia
2

Efeito Flávio Bolsonaro sacode mercado

Visualizar notícia
3

Crusoé: 83% veem risco de impunidade com sigilo de Toffoli no 'caso Master'

Visualizar notícia
4

“Está perdendo as condições de continuar”, diz Lindbergh sobre Motta

Visualizar notícia
5

Alessandro Vieira sobe o tom contra STF

Visualizar notícia
6

Câmara aprova PL da Dosimetria

Visualizar notícia
7

PL da Dosimetria atesta fraqueza de Lula e Bolsonaro

Visualizar notícia
8

Equipe de María Corina descarta exílio após Nobel da Paz

Visualizar notícia
9

Glauber Braga ocupa Mesa Diretora da Câmara

Visualizar notícia
10

Jornalistas são agredidos pela Polícia Legislativa na Câmara

Visualizar notícia
1

Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 a partir de 2026

Visualizar notícia
2

Crusoé: Filha de María Corina emociona no Nobel da Paz

Visualizar notícia
3

Justiça suspende benefícios e direitos vitalícios de Bolsonaro

Visualizar notícia
4

Ceia de Natal: 5 receitas saudáveis e cheias de sabor

Visualizar notícia
5

A operação sigilosa para levar María Corina a Oslo

Visualizar notícia
6

“Por que só aceitamos pessoas de países de m**rda?”, diz Trump

Visualizar notícia
7

CCJ do Senado aprova criação de marco legal de combate ao crime organizado

Visualizar notícia
8

Crusoé: Comitê do Nobel denuncia rede internacional de suporte a Maduro

Visualizar notícia
9

Como dormir melhor: 6 simpatias simples e eficazes para noites tranquilas

Visualizar notícia
10

Senado pede suspensão de decisão de Gilmar sobre impeachment de ministros

Visualizar notícia

Tags relacionadas

facções criminosas Quaest Terrorismo
< Notícia Anterior

Quaest: apoio à megaoperação do Rio se mantém

12.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Esses signos vão viver paixões inesperadas ainda em 2025

12.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Rosa

12.11.2025 11:22

Gisto de ver as interações do Caracik, tem cérebro.


Angelo Sanchez

12.11.2025 10:29

Muito estranho a gritaria, sobre o parecer do delegado Derrite, parece que o governo do “descondenado”, está ao lado do crime organizado e se arrepiou quando soube desta lei que pune mais ferozmente estas máfias criminosas do narcotráfico.


Luis Eduardo Rezende Caracik

12.11.2025 09:33

Classificar facções criminosas como terroristas, organizações diabólicas ou qualquer outra coisa do gênero, não muda absolutamente nada. O que muda é combate sistemático e eficiente ao crime, e código penal realista e rigoroso. O resto é pura balela.


Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.