Lula repudia extensão da prisão de Thiago Ávila por Israel: “Injustificável”
Petista afirmou que detenção em águas internacionais fere o direito internacional
O presidente Lula (PT) classificou como “ação injustificável” a detenção pelo governo de Israel do ativista brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, que tentava furar o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza.
De acordo com informações locais, o brasileiro deverá permanecer detido ao menos até o próximo domingo, enquanto a Justiça israelense apura a suspeita de possíveis ligações com grupos terroristas islâmicos.
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, escreveu Lula no X.
Detenção
No domingo, 3, um tribunal israelense autorizou a prorrogação da detenção do brasileiro e do ativista espanhol-palestino Saif Abukeshek.
A decisão foi tomada após audiência em Ashkelon, no sul de Israel.
As autoridades do país tinham solicitado a extensão da prisão por mais quatro dias, mas o tribunal autorizou prazo menor, segundo a ONG Adalah.
Israel afirma que os dois têm ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos.
O governo israelense acusa a entidade de “agir clandestinamente em nome” do Hamas.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel diz que Abukeshek seria membro da PCPA e que Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.
A Espanha contesta as acusações e classificou a detenção como ilegal.
A flotilha reunia mais de 50 embarcações com destino a Gaza e foi interceptada em águas internacionais. Segundo Israel, cerca de 175 ativistas foram detidos na operação.
Em nota conjunta, Brasil e Espanha condenaram a ação e afirmaram que se tratou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”, exigindo a libertação imediata dos dois ativistas.
Histórico de Thiago Ávila
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao governo cubano diante do bloqueio energético imposto pela administração do presidente norte-americano Donald Trump.
Ávila é próximo da ditadura do Irã. Após a morte do líder do grupo terrorista Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.
Nas redes sociais, já divulgou orgulhoso que recebeu uma homenagem da Embaixada do Irã no Brasil pelo seu “trabalho de comunicação e solidariedade com a causa palestina“.
Leia mais: Thiago Ávila aparece em denúncias de má conduta sexual em flotilha
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Comentários (3)
Deixe que se fod...... . Um a menos para incomodar.
Não foi estudar ou trabalhar...
Luís Silviano Marka
05.05.2026 16:28Precisa soltar não!