Janja elogia Meloni: “Conservadoras e progressistas morrem do mesmo jeito”
Primeira-dama afirma ter sido assediada duas vezes durante o atual mandato e elogia “primeira-ministra de extrema direita” da Itália
A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, defendeu nesta terça-feira, 3, a legislação aprovada pelo Parlamento italiano que enquadra o feminicídio como crime com pena de prisão perpétua. A declaração foi feita durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, em debate sobre violência contra a mulher.
Ao mencionar a medida, Janja reconheceu a origem política da iniciativa, “uma primeira-ministra da extrema direita”.
“Apesar de acharmos que a medida punitiva é o extremo, ela é necessária. Poderia não citar porque é uma primeira-ministra da extrema direita, (mas), enfim, a da Itália (Giorgia Meloni) entendeu isso. Enfrentou e conseguiu aprovar no Congresso a prisão perpétua para crimes tipificados como feminicídio. Foi uma grande vitória”, afirmou.
Janja diz ter sido vítima de assédio
Ainda durante a entrevista, Janja revelou ter sido vítima de assédio desde que assumiu o papel de primeira-dama.
“Posso dizer aqui que já fui assediada duas vezes nesse período. Eu sendo primeira-dama e estando em lugares que me são seguros. Mesmo assim fui assediada. Eu que sou primeira-dama, tenho uma equipe em torno, olhar, câmeras, cuidados, fui assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h”, disse.
A primeira-dama também ressaltou que o feminicídio não distingue perfis ou convicções: “Conservadoras e progressistas morrem do mesmo jeito”.
A lei italiana
Em novembro de 2024, o Parlamento da Itália aprovou por unanimidade um projeto de lei que cria uma categoria específica no código penal para o feminicídio – definido como homicídio “baseado nas características da vítima”, conforme a nota explicativa da proposta.
Antes da mudança, a legislação italiana só previa agravantes quando o autor do crime tinha vínculo conjugal ou de parentesco com a vítima. A nova norma amplia esse escopo e estabelece a prisão perpétua como punição.
A premiê Giorgia Meloni celebrou a aprovação e descreveu a medida como instrumento para “defender a liberdade e a dignidade de todas as mulheres”. A votação unânime.
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