Governo de SP quer criar Olimpíadas do Conhecimento
Proposta é transformar as competições acadêmicas já existentes em política pública permanente para fortalecer ensino na rede estadual
O governador Tarcísio de Freitas encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto de lei que visa institucionalizar as Olimpíadas do Conhecimento como programa permanente da Secretaria da Educação. A medida formaliza ações que, desde 2024, mobilizaram mais de 4 milhões de estudantes e distribuíram 500 mil medalhas aos melhores desempenhos em matemática e língua portuguesa.
A proposta integra a estratégia de consolidação de iniciativas educacionais do Estado, alinhada a programas como o Provão Paulista, que abriu 46 mil vagas em universidades públicas, e o Prontos pro Mundo, responsável pelo intercâmbio anual de mil alunos para países anglófonos.
Estrutura e alcance das competições
O programa atende estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. A seleção para as olimpíadas ocorre em duas etapas: na primeira, são escolhidos os 30% dos alunos com melhor desempenho na Prova Paulista do 1º e 2º bimestres; na segunda, os candidatos realizam provas on-line em suas unidades escolares.
Os reconhecimentos com medalhas abrangem os 5% melhores por município ou região. Na Olimpíada de Matemática (Omasp), há ainda uma terceira fase exclusiva para medalhistas de ouro, que concorrem a 225 vagas reservadas à rede estadual na Olimpíada Brasileira de Matemática.
Em 2025, a Omasp premiou 123 mil estudantes na segunda fase, sendo 15,9 mil com ouro, 34,5 mil com prata e 72,5 mil com bronze. Na terceira fase, 1.934 alunos receberam reconhecimento. A Olimpíada Interpreta SP (Olisp), que substituiu a Olimpíada de Redação em 2025, distribuiu 121 mil medalhas no mesmo período.
Suporte pedagógico e parcerias
O projeto de lei prevê a disponibilização de materiais didáticos específicos, apoio pedagógico e formação continuada para docentes. Também autoriza parcerias com instituições públicas e privadas para suporte técnico, pedagógico e financeiro, com despesas custeadas pela Secretaria da Educação.
A estrutura envolverá as chamadas Escolas Olímpicas e aulas olímpicas realizadas aos sábados. Professores e unidades regionais de ensino que atingirem 90% ou mais de participação recebem o “troféu olímpico”. A cada olimpíada, cerca de 6.700 profissionais são premiados.
Segundo Marina Horta, coordenadora da equipe de olimpíadas da Educação de SP, “o projeto de Olimpíadas Científicas da rede estadual busca criar referências acadêmicas entre estudantes da escola pública, valorizando talentos nas áreas de matemática e língua portuguesa. Ao dar visibilidade ao desempenho dos alunos, a iniciativa contribui para que eles se reconheçam como capazes de enfrentar desafios intelectuais”.
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