Gilmar não vai defender Toffoli desta vez?
Decano vinha elogiando atuação do colega de STF em meio a pedidos de suspeição no caso Master
Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli foi alvo de um pedido de suspeição por sua atuação como relator da investigação que apura as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, o colega Gilmar Mendes não demorou em defender o colega da Suprema Corte.
Primeiro, o decano elogiou a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada por Paulo Gonet, de arquivar o pedido de afastamento encaminhado por parlamentares da oposição.
“A decisão da PGR de arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli evidencia o funcionamento regular das instituições da República. Em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições. Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro”, disse Gilmar no X em 22 de janeiro.
Depois, ele afirmou que a atuação de Toffoli na Corte “observa os parâmetros do devido processo legal”.
“O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso. A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, escreveu o decano no X em 26 de janeiro.
Agora, em meio aos novos indícios de suspeição de Toffoli, evidenciados pelas conversas encontradas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro durante a perícia de aparelhos celulares do dono do Banco Master, Gilmar permanece em silêncio.
Toffoli e a sociedade no resort Tayayá
O gabinete do ministro Dias Toffoli confirmou nesta quinta-feira, 12, o recebimento de repasses por meio da empresa Maridt, do qual foi sócio com seus familiares, após a venda de suas participações no grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025.
Apesar disso, o ministro alega não ter relações de intimidade com Vorcaro.
O caso está sendo alvo de apuração da Polícia Federal.
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Comentários (2)
Juarez Borges
12.02.2026 16:07Tofolli foi jogado para as cobras...
Clayton de Souza Pontes
12.02.2026 10:41Esse processo precisa de máxima transparência e o PToffoli não pode ter a relatoria . #ForaDiasToffoli