Flávio cita desfile pró-Lula ao defender filme sobre Bolsonaro
“A gente não tem Lei Rouanet”, diz senador ao defender financiamento privado do filme “Dark Horse”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender nesta sexta-feira, 15, o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro ao criticar o uso de recursos públicos.
No desfile deste ano, a escola de samba recebeu R$ 1 milhão da Embratur. A apresentação homenageou o presidente Lula (PT), mas não utilizou recursos da Lei Rouanet.
“A gente não tem Lei Rouanet. Eu não posso bater na porta da Embratur, do Marcelo Freixo, lá em Brasília, [ou] do prefeito de Niterói, no Rio de Janeiro, e pedir dinheiro público para fazer o desfile de escola de samba, que é uma propaganda que ainda zomba das famílias brasileiras”, disse.
A declaração foi feita durante evento em Campinas (SP), no lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, após a revelação de repasses envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiamento do filme.
O senador repetiu que o projeto foi financiado com recursos privados e afirmou que a produção está “dentro da lei”.
Sem citar diretamente Vorcaro, preso em investigação envolvendo o Banco Master, Flávio disse que não imaginava a situação enfrentada pelo investidor.
O senador ainda tentou demonstrar confiança diante da crise política e afirmou estar “mais motivado do que nunca”. Em discurso para apoiadores, repetiu uma frase usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro: “Marretada neles.”
Leia mais: “O Bolsonaro merece ou não merece um filme?”, pergunta Flávio
Flávio nega suspeitas
Como mostramos, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou na sexta-feira que a produção do filme pode ter movimentado até US$ 70 milhões em diferentes etapas de captação.
Segundo o parlamentar, os recursos foram aportados em um fundo de investimento nos Estados Unidos, responsável por gerir o financiamento da obra, com mecanismos de controle e prestação de contas.
“Todo esse fundo aonde foi aportado esse recurso para fazer o filme é fiscalizado, com prestação de contas, tudo transparente”, disse o senador.
Flávio Bolsonaro voltar a negar qualquer tipo de irregularidade ligado ao longa e afirmou que o dinheiro foi integralmente utilizado em sua produção. Na ocasião, ele também reagiu às suspeitas levantadas após reportagens recentes, afirmando que há uma tentativa de desgaste político.
“Não temos absolutamente nada a nos preocupar com isso, a não ser a perseguição.”
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Comentários (1)
Annie
16.05.2026 11:52Dois lado da mesma moeda e tem gente que ainda voto nisso.,🤑