Exército gasta R$ 1,27 bilhão com mísseis, blindados e canhões no governo Lula
Forças Armadas citam guerra na Ucrânia e Venezuela como justificativas para a aquisição de novos equipamentos militares
O Exército brasileiro gastou R$ 1,27 bilhão na compra de mísseis, tanques blindados com capacidade anfíbia e canhões de longo alcance durante o governo Lula (PT), segundo a Folha.
Ao todo, foram adquiridos 220 mísseis anticarros, totalizando R$ 153,8 milhões, divididos em dois lotes.
O primeiro inclui 100 mísseis Javelin FGM-148F, comprados por meio de um acordo da Comissão do Exército em Washington com o governo dos Estados Unidos. O segundo contempla 120 mísseis 1.2 AC Max, resultado de um contrato para fabricação por uma empresa em São José dos Campos (SP).
Segundo as Forças Armadas, o objetivos da aquisição é “aprimorar a capacidade de dissuasão do Exército brasileiro”.
“A obtenção de um armamento coletivo anticarro é crucial para fortalecer a linha de defesa em operações de combate terrestre”, disse.
O exército menciona ainda a guerra da Ucrânia como justificativa para se obter “sistemas de anticarros eficazes na defesa contra avanços de blindados”.
“As forças ucranianas, utilizando mísseis anticarro portáteis, conseguiram deter e neutralizar colunas blindadas, causando significativas baixas aos agressores.”
No caso dos tanques blindados, foram comprados de 163 carros entre 2023 e 2026, sendo a grande maioria do modelo VBTP (viatura blindada de transporte pessoal) MSR 6×6 Guarani. Os gastos totalizaram R$ 1,12 bilhão, conforme os dados do Exército.
A ofensiva da Venezuela sobre a Guiana teria sido o principal motivador para essas compras.
“Qualquer dia invadem a gente”
Na última segunda, 9, o presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil deveria se preparar “na questão da defesa”, porque “qualquer dia alguém” poderia invadir o país.
A declaração foi feita em encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Brasília, e em meio à guerra no Irã.
“Aqui (no Brasil) ninguém tem bomba nuclear, nossos drones são para agricultura, ciência e tecnologia e não para a guerra. Pensamos em defesa como dissuasão. Mas não sei se Ramaphosa percebe, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, disse Lula.
Lula também defendeu que o Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na área militar com a produção conjunta de armamentos.
“Isso é uma coisa que o Brasil tem uma necessidade similar à da África do Sul, portanto precisamos juntar nosso potencial e ver o que podemos produzir juntos. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, poderemos produzir. Precisamos nos convencer de que ninguém vai ajudar a gente além de nós mesmos”, afirmou.
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