Ex-secretária confirma acesso a cofre de Careca do INSS e pagamentos
Aline, porém, disse não saber se se encaminhou propina e negou ter comprado passagem para filho de Lula ir a Portugal
A ex-secretária Aline de Sá Cabral (foto) confirmou nesta segunda-feira, 2, que tinha acesso ao cofre do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, para realizar pagamentos. A declaração foi feita durante oitiva à CPMI do INSS.
Segundo Aline, o cofre ficava na empresa Brasília Consultoria. Ela admitiu que era autorizada a retirar dinheiro para compras do escritório, mas disse não se lembrar se parte dos valores foi destinada ao pagamento de propina a mando do ex-chefe.
Ao ser questionada pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre se separou dinheiro para o motorista para pagar propina, Aline respondeu: “Não lembro. Pode ser que sim, mas não me lembro.”
Questionada sobre a frequência, a ex-secretária repetiu: “Não me lembro. Se aconteceu, só podia pegar dinheiro com autorização do Antonio.”
Aline afirmou ainda que havia grandes quantias no cofre em alguns momentos, e em outros, pouco dinheiro disponível.
Lulinha
Durante a oitiva, Aline negou ter comprado passagens para o Careca do Inss e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo o Estadão, o lobista teria custeado passagens de primeira classe e hospedagem do empresário – e filho do presidente Lula – em uma viagem a Portugal.
Aline, porém, disse que não comprava mais passagens à época porque havia sido promovida a gestora de recursos humanos em outra empresa do lobista.
A ex-secretária relatou ainda à CPI que negociou a compra de uma casa em Trancoso, na Bahia, com Danielle Miranda Fontelles, ex-marqueteira do PT.
Sigilo de Lulinha
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, na última quinta-feira, 26, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha no âmbito das investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários. A medida integra o conjunto de diligências destinadas a rastrear movimentações financeiras e eventuais vínculos com investigados.
O pedido referente a Fábio Luís Lula abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026 e foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), por meio do Requerimento nº 2939/2026. O pedido para quebra dos sigilos foi formulado com base em representação da Polícia Federal e busca esclarecer se o empresário teria sido destinatário indireto de valores relacionados ao esquema de fraudes no pagamento de benefícios previdenciários.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Marcos
03.03.2026 19:50ELE NÃO TEM CULPA DE NADA. A CULPA É DAS AMIGAS E AMIGOS DELE.
Assunto tão bobo que a gente esquece mesmo, não ?