Em operação contra deputado, PF acha celulares jogados pela janela
A PF deflagrou a Operação Igapó para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo uma organização criminosa
Durante operação realizada nesta terça-feira, a Polícia Federal (PF) achou celulares jogados pela janela do apartamento funcional ocupado pelo deputado federal Antônio Leocádio dos Santos (MDB-PA), conhecido como Antônio Doido.
Como mostramos, a PF deflagrou a Operação Igapó para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O parlamentar foi um dos alvos. A operação foi determinada pelo ministro Flávio Dino. A investigação apurou a destinação de R$ 48 milhões sacados em espécie de agências bancárias no Pará.
Segundo informações da PF, houve o descarte de pelo menos dois aparelhos celulares. Os aparelhos eram do parlamentar
Antônio Doido foi investigado por desvio de verbas públicas com a utilização de diversas empresas de fachada, em especial no ramo da construção civil, que seriam todas comandadas por sua esposa, Andrea Costa Dantas.
Segundo relatório parcial da PF sobre a investigação, o esquema envolvia “complexo esquema de lavagem de dinheiro que teria como ponto de partida recursos oriundos de contratos públicos, os quais seriam aparentemente destinados, ao menos em parte, para fins eleitorais escusos, além da aquisição de patrimônio”.
As investigações tiveram como base o material encontrado no telefone de Francisco Galhardo, policial militar aposentado que, segundo a PF, atuava a mando de Antônio Doido e era responsável por efetuar os saques, que ocorrem ao menos desde 2023, segundo as investigações.
“Os elementos apontam para a conclusão de que Francisco Galhardo se utilizaria ‘do aparato estatal, mais especificamente, de um grupo de policiais militares, para realizar, dentre outras atividades suspeitas, a movimentação de altas quantias em espécie, sob a égide do deputado federal Antônio Leocádio dos Santos’”, disse o relatório da PF.
Galhardo foi preso em flagrante em outubro de 2024, dentro de uma agência bancária em Castanhal, no Pará, com R$ 4,6 milhões em espécie.
“Válido assinalar que foi constatado Antônio Doido também utiliza a configuração de mensagens temporárias do WhatsApp, de maneira que somente registros de mensagens do dia 4 de outubro 2024 estavam armazenados no celular de Francisco Galhardo”, observaram os investigadores.
A PF pediu para fazer buscas também no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados, mas Dino negou o pedido, afirmando que as investigações têm como foco fatos ocorridos no estado do Pará, “não sendo demonstrado especificamente a utilidade dessa busca no gabinete da Câmara para a investigação”.
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