Eduardo Bolsonaro critica vacinação obrigatória de crianças
Declaração do ex-deputado é feita em meio à retomada de polêmicas sobre vacinas entre integrantes do bolsonarismo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou a obrigatoriedade da vacinação de crianças no Brasil e defendeu que os pais tenham autonomia para decidir sobre a imunização dos filhos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele comparou a legislação brasileira às regras adotadas no Texas, nos Estados Unidos, onde vive com a família.
“No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado”, afirmou Eduardo.
Como exemplo, o ex-deputado contou que obteve no Texas uma declaração para isentar a filha da vacinação obrigatória e, com isso, matriculá-la em uma escola. Segundo ele, o documento foi impresso em casa, assinado e levado a um cartório.
“Paguei 10 dólares e tá feita a declaração juramentada, onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas”, disse.
Críticas à regra brasileira
No Brasil, a vacinação de crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A obrigatoriedade das vacinas previstas no Programa Nacional de Imunizações existe desde 1975.
Eduardo também questionou a responsabilização do Estado por eventuais efeitos adversos de vacinas e citou o caso de uma fabricante que, segundo ele, teria feito ressalvas sobre possíveis efeitos colaterais em uma bula durante a pandemia.
“Até porque se ocorrer algum efeito colateral, ninguém do governo vai ser responsabilizar. Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, que só aumenta a suspeita”, afirmou.
Bolsonarismo contra as vacinas
As declarações de Eduardo ocorrem em meio à retomada de críticas a vacinas e a medidas adotadas durante a pandemia por integrantes do bolsonarismo. Nos últimos dias, parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro voltaram a questionar a vacinação e outras políticas de combate à Covid-19.
O movimento ganhou força após uma audiência do epidemiologista Anthony Fauci no Congresso dos Estados Unidos.
Vídeos e publicações de políticos brasileiros passaram a repercutir o episódio para contestar medidas adotadas durante a pandemia.
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