Desgaste de Flávio não impulsiona outros nomes da oposição, diz diretor da Quaest
Para Felipe Nunes, a direita vive um “paradoxo”
A nova pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira, 10, mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu espaço na corrida presidencial, mas a queda ainda não foi suficiente para impulsionar outros nomes da oposição.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o cenário revela um impasse no campo da direita e centro-direita. Ainda assim, ele afirma que Flávio permanece como principal referência da oposição.
“Flávio está tendo, sim, dificuldade de fazer isso. A pesquisa mostra que ele continua sendo o principal nome da direita, mas não conseguiu transformar isso em hegemonia dentro do campo oposicionista”, disse ao g1.
Para Nunes, o sobrenome Bolsonaro ajuda a explicar o fenômeno.
“O primeiro desses motivos é que ele carrega o sobrenome Bolsonaro, o que dá para ele um piso, mas também impõe para ele um teto. O segundo é que os demais nomes da direita ainda não têm força nacional suficiente nem conhecimento para substituí-lo”, afirmou.
Na avaliação do pesquisador, o resultado é um cenário de bloqueio político.
“O que a pesquisa evidencia é que a direita hoje vive um paradoxo. Flávio está enfraquecido para unificar, mas os outros são fracos demais para ocupar esse espaço.”
Leia também: A boa notícia para Flávio Bolsonaro na pesquisa Quaest
Pesquisa
Os números mostram que Flávio concentra 94% das intenções de voto entre eleitores bolsonaristas. Já entre os eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo, a preferência é mais dispersa, com espaço para outros candidatos.
Outro dado destacado por Nunes é o comportamento dos eleitores independentes.
Nesse grupo, Lula aparece à frente tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno contra Flávio.
“A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula”, afirmou.
No levantamento, o presidente Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 29%.
Apesar da vantagem ampliada do petista, os demais candidatos que tentam se apresentar como alternativa seguem distantes e, juntos, somam apenas 12%.
Entre eles, Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB) aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Leia mais: As pesquisas não mentem sobre Flávio
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
15.06.2026 03:24Romeu Zema e Caiado ainda são um caso a pensar, mas o SUPER CORRUPTO Aécio Neves e a falsa evangélica BolsonarA nem pensar.