Deputados querem incluir MST no PL Antifacção

17.12.2025

logo-crusoe-new
O Antagonista

Deputados querem incluir MST no PL Antifacção

avatar
Guilherme Resck
4 minutos de leitura 12.11.2025 09:49 comentários
Brasil

Deputados querem incluir MST no PL Antifacção

Emenda para proibir poder público de dar apoio a movimentos envolvidos na prática de crimes contra propriedades foi apresentada

avatar
Guilherme Resck
4 minutos de leitura 12.11.2025 09:49 comentários 5
Deputados querem incluir MST no PL Antifacção
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) – também conhecida como bancada ruralista -, Pedro Lupion (Republicanos-PR), apresentou na terça-feira, 11, uma emenda ao projeto de lei antifacção que mira grupos que promovem invasões de propriedades, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A emenda proíbe o poder público de oferecer proteção, apoio, assistência institucional, reconhecimento formal ou qualquer benefício a indivíduos, grupos, organizações ou movimentos sociais envolvidos na prática de crimes contra propriedades privadas ou públicas, principalmente esbulho possessório, ocupação ilegal e depredação patrimonial.

O texto é assinado também pelos líderes do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do Republicanos, Gilberto Abramo (MG).

A emenda diz ainda que a proibição prevista alcança até mesmo programas de proteção a defensores de direitos humanos; políticas fundiárias; programas de apoio institucional, convênios, parcerias ou repasses de recursos públicos ou privados intermediados pelo Estado; e escolta, proteção coletiva ou medidas de segurança fornecidas por órgãos públicos.

Não poderia ser reconhecido como movimento social ou defensor de direitos humanos, para quaisquer fins legais, a pessoa, o grupo, coletivo, organização ou entidade que:

  1. Patique delitos contra o patrimônio público ou privado, em especial propriedades imóveis;
  2. Utilize-se de violência, grave ameaça, depredação ou dano a outras pessoas ou ao patrimônio de indivíduos para a consecução de seus objetivos;
  3. Atue em conjunto com facções criminosas ou organizações similares;
  4. Empregue esbulho possessório ou qualquer tipo de ocupação como instrumento de pressão política;
  5. Desrespeite mediante violência, grave ameaça ou mediante estímulo de emprego da violência o direito de outrem, inclusive grupo, coletivo, organização ou pessoa jurídica.

“A prática de atos de violência, ameaça, depredação ou qualquer forma de dano material ou moral desenquadra automaticamente qualquer indivíduo, grupo ou entidade de toda e qualquer política de proteção estatal, independentemente de autodeclaração ou classificação administrativa”, prossegue o texto.

A administração pública teria o dever de observar critérios objetivos para o reconhecimento de movimentos sociais legítimos, perdendo automaticamente esse reconhecimento todo conjunto de mais de duas pessoas que realizar qualquer ato com violência, grave ameaça ou dano contra a
propriedade rural ou urbana; promover ou incentivar ações violentas; ou utilizar recursos públicos para fomentar atividades ilícitas.

O projeto de lei antifacção pode ser votado nesta quarta-feira pelo plenário da Câmara. O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ainda precisa apresentar parecer para essa e outras emendas.

Justificativa da emenda

Pedro Lupion afirma que a emenda visa aumentar a proteção da propriedade, principalmente a rural.

“Trata-se de medida salutar para combater o crime no meio rural, o qual tem como norte a violação à propriedade privada e a vida dos produtores rurais. Portanto, mostra-se pertinente com o objetivo do projeto impedir que políticas públicas sejam instrumentalizadas para proteger, fortalecer e legitimar grupos responsáveis por invasões de propriedades públicas e privadas, exatamente como ocorreu no Decreto nº 12.710/2025”.

O decreto citado cria o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. Segundo Lupion, este texto “expandiu o conceito de ‘defensores de direitos humanos’, permitindo enquadrar como beneficiários grupos diretamente envolvidos em conflitos agrários e ocupações ilegais, inclusive prevendo proteção estatal, apoio institucional, recursos públicos e ações de regularização fundiária”.

Ainda de acordo com o parlamentar, “essa lógica de proteção coletiva ampla, vaga e politicamente direcionada cria incentivos para novas invasões, fragiliza a segurança jurídica no campo e distorce o papel constitucional do Estado”.

Em suas palavras, “permitir que movimentos organizados atuem sob a blindagem estatal, mesmo quando praticam violência, depredação ou esbulho, demonstra que a escalada das invasões e ações de grupos radicais está diretamente ligada ao enfraquecimento dos instrumentos de controle e punição, e ao crescimento de iniciativas governamentais que, direta ou indiretamente, legitimam condutas ilícitas”.

Para Lupion, é inadequado que, sob a alcunha de “defensores do campo”, grupos possam praticar ações ilegais para defender a regularização fundiária e o acesso à terra.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Prefeito anuncia cancelamento de show de Zezé di Camargo

Visualizar notícia
2

PF prende desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2

Visualizar notícia
3

Crusoé: O mapa de Milei de que o IBGE não vai gostar

Visualizar notícia
4

Flávio reanima o bolsonarismo

Visualizar notícia
5

Flávio aparece à frente de Tarcísio contra Lula em pesquisa Quaest

Visualizar notícia
6

Fernando Haddad deve deixar o governo Lula em fevereiro

Visualizar notícia
7

Em operação contra deputado, PF acha celulares jogados pela janela

Visualizar notícia
8

“O SBT não tem partido”, diz Ratinho

Visualizar notícia
9

Michelle aplaude Ratinho

Visualizar notícia
10

Alessandro Vieira vota contra PL da Dosimetria: “Abre as portas das prisões”

Visualizar notícia
1

Flávio reanima o bolsonarismo

Visualizar notícia
2

Alessandro Vieira vota contra PL da Dosimetria: "Abre as portas das prisões"

Visualizar notícia
3

Fernando Haddad deve deixar o governo Lula em fevereiro

Visualizar notícia
4

Malafaia quer desistência de Flávio e candidatura de Tarcísio

Visualizar notícia
5

"O SBT não tem partido", diz Ratinho

Visualizar notícia
6

Uma planta para Bolsonaro conversar?

Visualizar notícia
7

Prefeito anuncia cancelamento de show de Zezé di Camargo

Visualizar notícia
8

PL da Dosimetria precisa de correção para não beneficiar "marginais", diz Flávio

Visualizar notícia
9

PF faz operação para desarticular fraudes em licitações no PA e DF

Visualizar notícia
10

Flávio aparece à frente de Tarcísio contra Lula em pesquisa Quaest

Visualizar notícia
1

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 17/12/2025

Visualizar notícia
2

SBT decide trocar Zezé Di Camargo por Chaves

Visualizar notícia
3

MDB fecha questão contra PL da Dosimetria no Senado

Visualizar notícia
4

Cabo Gilberto Silva assume liderança da oposição na Câmara

Visualizar notícia
5

Câmara aprova 2º projeto para regulamentar reforma tributária; texto vai à sanção

Visualizar notícia
6

Malafaia quer desistência de Flávio e candidatura de Tarcísio

Visualizar notícia
7

Escritor rima com ditador? María Corina é boicotada em festival

Visualizar notícia
8

Trump tem “personalidade de alcoólatra”, diz Susie Wiles

Visualizar notícia
9

6 receitas de assados para as ceias de fim de ano

Visualizar notícia
10

Diretor de ‘Dark Horse’ diz que Bolsonaro é uma figura “controversa e polarizadora”

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Câmara dos Deputados MST Pedro Lupion PL Antifacção
< Notícia Anterior

“Frankenstein”, de Guillermo del Toro, estreia na Netflix com nova visão do clássico

12.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Nomes inspirados em festivais e celebrações perfeitos para seu filho

12.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Guilherme Resck

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (5)

Marian

12.11.2025 23:34

Claro que há motivação política


Ita

12.11.2025 18:13

Parece que chegou a hora de se enquadrar na lei esses grupos criminosos. Vamos ver se o Congresso consegue fazê-lo.


LEDI MACHADO DOS SANTOS

12.11.2025 14:14

Passou da hora de considerar invasores, verdadeiros vândalos, como grupo social! Aliás, sustentados com dinheiro público, cujo objetivo é manter um curral eleitoral a serviço do Lula!


Rosa

12.11.2025 11:19

Erros de digitação pessoal.


Rosa

12.11.2025 11:18

Seria justo. Mais do que justo. Imaginem se eu e minha família, uma família qualquer, resilvessemos entrar numa fazenda qualquer e lá nos instalarmos, o que aconteceria? Ô coitados, não teem terra, deuxem ficar lá ( mesmo que o dono escriturado seja outro). Só que não.......


Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.