Crusoé: A volta dos sumidos
Os ex-presidentes da Câmara Rodrigo Maia e Arthur Lira reaparecem para conter crise envolvendo tarifaço e motim na Mesa Diretora
Em um passado não muito distante, os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e Arthur Lira (PP-AL) foram determinantes para conter os excessos do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sua turba parlamentar.
Foram várias as vezes em que tanto Maia quanto Lira atuaram como bombeiros diante de crises provocadas pelo ex-chefe de Poder Executivo.
Foi graças a Lira que Bolsonaro conseguiu alguma governabilidade na parte final de seu mandato.
Foi graças a Maia que o governo anterior conseguiu emplacar uma reforma da previdência e aprovar planos emergenciais ao longo da pandemia de Covid.
Os dois também atuaram para apaziguar ânimos com o Supremo, após falas tresloucadas de Bolsonaro que irritaram integrantes do tribunal.
Agora, Lira e Maia estão de volta.
Coincidentemente para ajudar a atenuar os estragos causados pelos excessos de outro integrante do clã Bolsonaro: o filho Eduardo (PL-RJ).
O deputado federal está em uma empreitada para tentar tirar o pai das garras do Supremo Tribunal Federal (STF), o que inclui atiçar os parlamentares bolsonaristas no Congresso.
Sem algo orquestrado, Lira foi determinante para conter o motim bolsonarista após a ocupação da Mesa Diretora da Câmara.
Maia tem atuado como interlocutor informal de ministros do Supremo junto a pessoas próximas do clã para tentar evitar novas sanções a integrantes da Corte.
Função ingrata
Dizem nos corredores da Câmara que uma das funções mais ingratas é a de presidente da Casa.
Rodrigo Maia que o diga. Quando ele deixou o cargo em fevereiro de 2021, Maia fez um discurso emocionado, em que ele chorou.
Instantes após deixar a função que exercera por 4 anos e 7 meses, ele se tornou, instantaneamente, um cidadão tóxico.
Foi alijado em uma sala discreta e mal passou a ser visto pelos corredores da Casa. Em 2022, decidiu que não iria mais disputar um cargo público e se recolheu em definitivo para a iniciativa privada, trabalhando com as instituições financeiras.
Lira foi mais esperto…
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Comentários (1)
Amaury G Feitosa
15.08.2025 11:12Quem diria que o fanho deixaria saudades MAS é o fiel retrato de desespero de um povo ignorante presa fácil de criminosos.