Crusoé: A revolta dos ‘patriotas’
Entrada de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado por Santa Catarina gera cisão inédita no estado mais alinhado ao ex-presidente
O estado de Santa Catarina é o mais bolsonarista do país.
Em 2022, o então candidato Jair Bolsonaro teve aproximadamente 70% dos votos na disputa contra Lula no segundo turno.
Quatro anos antes, Bolsonaro teve cerca de 65% dos votos contra o petista Fernando Haddad.
E a devoção do catarinense pela família não se atém às urnas.
Neste ano, a cervejaria artesanal LindenBier lançou um rótulo em homenagem ao ex-presidente.
A cerveja “Presidente Bolsonaro”, com o lema “sabor da liberdade”, chegou a ser vendida em algumas lojas no varejo em Blumenal – a capital brasileira da cerveja. O produto acabou rápido.
Virou item de colecionador. Em 2022, circulou pelo território a “Cerveja Patriota”, também em referência ao ex-presidente.
Com esse histórico eleitoral e essa devoção pelo ex-presidente, seria absolutamente plausível se imaginar que o catarinense iria abrigar qualquer integrante da família sem pestanejar.
Deu certo com Jair Renan, que conseguiu, no ano passado, um carguinho na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú; daria certo com Carlos Bolsonaro, que transferiu seu título no mês passado para o estado de olho em uma vaga para o Senado.
Mas há uma pedra no meio do caminho, como diz o poeta. E essa pedra se chama bancada bolsonarista na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
A insistência de Carlos Bolsonaro em disputar o Senado — após uma ordem explícita de Jair Bolsonaro — expôs, de maneira clara, não somente o modus operandi da família (Bolsonaros acima de tudo e de todos) como um racha dentro do grupo que hoje dá suporte ao clã no estado.
De quebra, o estratagema pode comprometer, inclusive, uma reeleição considerada certa de outro aliado de primeira ordem do ex-presidente: o governador Jorginho Mello (PL).
Até o início do ano, o plano para as eleições em 2026 em Santa Catarina era simples: a deputada Caroline de Toni (PL-SC) lançaria sua candidatura ao Senado em uma coalizão com o PP, que teria Esperidião Amin (PP-SC) como segundo candidato, e os dois dariam sustentação à reeleição de Jorginho Mello.
O acordo envolveria uma mega coligação que reuniria PP, PL, União Brasil, MDB e, por força das circunstâncias, teria condições de atrair…
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Comentários (5)
Maglu Oliveira
07.11.2025 16:20teste
Otreblig50
07.11.2025 12:05Rosa, .......Pesquise !!!
Rosa
07.11.2025 12:02Ostre...50 pergunto: porque? Agora fiquei curiosa ...
Otreblig50
07.11.2025 11:35Esqueci RACISTAS !!! Dizem que em Santa Catarina não tem CV nem PCC !!! Perguntem em Balneário Camboriú e Jurerê Internacional, e saberão O PORQUÊ !!!!!
Otreblig50
07.11.2025 11:22Que não existe LEALDADE entre ladrões, todo mundo sabe !!! E entre políticos, TEM AINDA MENOS !!! Então os caras lá do RIO DE JANEIRO estão com os cargos À PERIGO e vêm aqui no nosso quintal USAR O NOSSO GADO, prá se eleger, tirar o lugar de UM DOS NOSSOS e depois nos mandar PASTAR ???? NEGATIVO QUERIDINHOS RIDÍCULOS !!! Barrigas Verdes, FASCISTAS, HOMOFÓBICOS E NEGACIONISTAS, SIM, BURROS, NÃO !!! kkkkkkkkkkkkkkkkk