Crítica a evangélicos em desfile de Lula será levada à Justiça, diz Zema
Governador de Minas questiona ala “Neoconservadores em conserva” que representa grupo religioso e outros setores
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) – pré-candidato à Presidência –, criticou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, previsto para este domingo, 15, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Em publicação no X, Zema questionou a existência da ala “Neoconservadores em conserva”, que deverá representar setores como agronegócio, defensores da Ditadura Militar, uma “perua” de classe alta e evangélicos dentro de latas de conserva.
“Olha, até difícil de acreditar que um troço desses é real. O Lula tá fazendo um desfile de carnaval, com um bloco inteiro dedicado ao preconceito religioso. Os 50 milhões de evangélicos do Brasil estão pagando isso tudo. Inadmissível. Levaremos esse crime à justiça”, escreveu o governador.
O desfile em homenagem a Lula tem sido alvo de questionamentos de partidos de oposição, que acionaram a Justiça alegando propaganda eleitoral antecipada.
Além da narrativa biográfica, o desfile inclui críticas veladas a adversários do presidente e menções a períodos de “retrocessos”, desigualdade social e negacionismo científico durante a pandemia.
O samba-enredo tem menções diretas à militância do PT, incluindo gritos de guerra como “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e referência ao 13, número de urna do partido.
A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar pelo Grupo Especial no Rio neste domingo.
A apresentação, prevista para as 22h, será transmitida ao vivo pela Globo, que exibe também os desfiles do Carnaval de São Paulo.
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Propaganda eleitoral antecipada?
O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói para este ano é intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A letra homenageia Lula, que é pré-candidato à reeleição.
O presidente acompanhará o desfile do camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD) e aliados.
Na quinta-feira, o plenário do TSE rejeitou por unanimidade ações dos partidos Novo e Missão que pediam a suspensão do desfile.
Na representação protocolada, o Novo diz que o desfile extrapola os limites de uma homenagem cultural e se configura como peça de propaganda eleitoral antecipada, ao associar a trajetória política de Lula a elementos típicos de campanhas eleitorais.
Os ministros da corte eleitoral, porém, entenderam que a proibição configuraria censura, mas ressaltaram indícios de possíveis irregularidades eleitorais. O caso continuará sob análise, com manifestação prevista do Ministério Público Eleitoral.
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Comentários (2)
Annie
16.02.2026 11:30Sinceramente acho que não vai dar em nada.
Estou achando já que é estratégia do próprio Lula ser declarado inelegível . Ele sai por cima e não tem que dar satisfações aos luloafetivos do porque esse velho gaga não aguenta mais 4 anos.