CPMI do Master: “Governo terá que decidir se apoia investigação ampla”, diz Viana
Segundo o parlamentar, até o momento, o senador Fabiano Contarato é o único integrante da base governista que assinou requerimento
O senador Carlos Viana (PSD-MG) cobrou nesta sexta-feira, 15, apoio da base governista ao seu requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Segundo o parlamentar, até o momento, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) é o único integrante da base governista que assinou o pedido.
“Os líderes do Governo no Senado e na Câmara ainda não assinaram, assim como os demais parlamentares governistas. O governo terá que decidir: apoia uma investigação ampla e sem blindagem… ou continuará apenas no discurso político? Quem não deve, não teme investigação”, acrescentou, em publicação no X.
Ainda de acordo com Viana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), já assinaram o requerimento.
Este é o terceiro dia de coleta de assinaturas para o requerimento. Viana precisa do apoio de pelo menos 27 senadores e 171 deputados federais para poder protocolar o requerimento.
Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito é composta por igual número de integrantes da Câmara e do Senado. Assim como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ela tem poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados e inquirir testemunhas.
Flávio defendeu CPI após áudio
Na última quarta-feira, 13, divulgou uma nota à imprensa em que defendia a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master, após a divulgação de áudios envolvendo negociações com o empresário Daniel Vorcaro. Segundo reportagem do Intercept Brasil, Flávio teria tratado de um aporte de 24 milhões de dólares para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na nota, o senador afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado” sobre o pai e negou qualquer envolvimento com recursos públicos.
“Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou. Flávio também disse que conheceu Daniel Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando, segundo ele, não existiam acusações públicas contra o banqueiro. De acordo com o parlamentar, o contato foi retomado posteriormente devido ao atraso no pagamento de parcelas relacionadas ao patrocínio da produção cinematográfica.
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