Correios buscam novo socorro bilionário em ano eleitoral
A ideia é obter recursos por meio de um novo empréstimo ou de um aporte direto da União
Em pleno ano eleitoral, os Correios já iniciaram articulações para levantar R$ 8 bilhões adicionais até julho e viabilizar plano de reestruturação. A ideia é obter os recursos por meio de um novo empréstimo ou de um aporte direto da União, segundo reportagem da Folha.
A empresa calcula que os R$ 12 bilhões contratados no fim de 2025 com cinco bancos — entre eles Banco do Brasil e Caixa — sustentam o caixa apenas até meados deste ano.
Segundo pessoas a par do assunto ouvidas pelo jornal paulistano, a solução precisa ser rápida para evitar um aperto no caixa durante a campanha, o que daria munição para adversários do governo Lula.
O plano de reestruturação prevê um custo total de R$ 20 bilhões, destinados à regularização de dívidas, ao financiamento de ajustes internos — como mudanças no plano de saúde e incentivos ao PDV — e à manutenção das obrigações correntes.
Do empréstimo já fechado, R$ 10 bilhões entraram no caixa em 2025, e outros R$ 2 bilhões devem ser repassados até o fim de janeiro.
Em dezembro, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou publicamente que a empresa ainda precisaria de R$ 8 bilhões para honrar seus compromissos.
Desde então, os Correios passaram a sondar instituições financeiras sobre uma nova operação, sem descartar o aporte já sinalizado pelo Ministério da Fazenda.
Aporte da União
Uma cláusula do contrato com Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander prevê um aporte de R$ 6 bilhões da União até 2027, independentemente de nova captação.
O risco eleitoral passou a ser usado pela empresa como argumento para tentar antecipar parte desse aporte ainda em 2025.
A preocupação é evitar a repetição do cenário do fim de 2025, quando a demora para fechar o empréstimo colocou em risco o pagamento do 13º salário.
Rombo dos Correios
Os Correios registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025. No mesmo período do ano anterior, o déficit foi de 1,35 bilhão de reais.
Apenas no segundo trimestre, o prejuízo foi de 2,64 bilhões de reais.
A crise na estatal levou o ex-presidente dos Correios Fabiano Silva a entregar uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto.
No final de agosto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu a crise dos Correios à quebra do monopólio.
“Houve a quebra do monopólio e hoje os Correios estão com um passivo de ter que entregar cartas para quem usa ainda os Correios nas regiões mais remotas do país”, afirmou o ministro em entrevista à Band.
“Imagina, não tem como você pagar com selo a mandar (sic) uma carta física para o interior de uma região longínqua do país”, acrescentou.
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Comentários (4)
Annie
17.01.2026 11:11Para aonde foi o dinheiro que estava nos correios?
Marian
17.01.2026 10:22É um poço sem fundo e sabemos o porquê. Já vimos esse filme. Querendo ou não, o fato é que no governo Bolsonaro, a empresa apresentou resultados positivos e lucro recorde.
Edilson
17.01.2026 09:36Seria (á) um bom assunto para a oposição nas próximas eleições. Acredito.
Mais dinheiro? Lula e seu velho hábito de dar dinheiro para estatais falidas! Tudo para o lixo.