Colisão no Rio ocorreu em modalidade baseada na visão dos pilotos
Modalidade exige que pilotos mantenham separação entre aeronaves por observação direta; investigação ainda apura as causas do acidente
A colisão entre os dois helicópteros que deixou seis pessoas mortas no Rio de Janeiro neste domingo, 14, ocorreu durante uma operação de voo visual, modalidade em que os próprios pilotos são responsáveis por manter distância segura de outras aeronaves.
A avaliação é de Raul Marinho, diretor-técnico da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG).
Segundo o especialista, os helicópteros costumam seguir corredores visuais definidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), semelhantes a “avenidas” no céu.
Nesses trajetos, a principal ferramenta para evitar acidentes é a observação direta do espaço aéreo pelos pilotos.
Marinho disse à Folha que, em operações visuais, o controle de tráfego aéreo não faz a separação direta entre as aeronaves.
“A ferramenta primária de separação é a visão humana”, afirmou. “A obrigação do piloto, pelo regulamento, é olhar para fora e manter a separação com base na visão.”
O especialista acrescentou que ainda é cedo para apontar as causas da colisão. Segundo ele, a investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deverá analisar fatores humanos, operacionais, meteorológicos e eventuais falhas técnicas.
Oliver Tree
O acidente ocorreu na manhã de domingo após a colisão de dois helicópteros na região da Avenida das Américas.
As aeronaves caíram em um terreno alugado pela BYD para armazenamento de veículos elétricos. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo e incendiou cerca de 20 carros.
As seis pessoas a bordo morreram.
Entre as vítimas estão o cantor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac. O Cenipa e a Polícia Civil investigam as circunstâncias do acidente.
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