Cláudio Castro se reúne com Tarcísio para discutir segurança pública
"Rio e São Paulo enfrentam desafios parecidos, mas também compartilham a mesma determinação de superá-los", diz governador
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reuniu neste sábado, 8, em São Paulo, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para tratar de segurança pública.
A visita foi destacada por Castro como uma “boa conversa” sobre um tema que, segundo ele, une os dois estados.
“Estou em São Paulo visitando meu amigo @tarcisiogdf, que vem fazendo um grande trabalho à frente do governo paulista. Tivemos uma boa conversa sobre um tema que nos une e exige cooperação permanente: a segurança pública”, escreveu Castro nas redes sociais.
Ele também elogiou a gestão de Tarcísio.
“Dois estados que agem com coragem, planejamento e responsabilidade para proteger quem vive e trabalha com honestidade”, afirmou.
Castro defende Tarcísio como nome da oposição para enfrentar Lula nas eleições de 2026. O governador de São Paulo chegou a participar, por meio de videoconferência, da reunião de governadores feita dois dias depois da megaoperação policial nos Complexos da Penha e do Alemão. Na ocasião, ele elogiou a operação no Rio por meio de uma postagem nas redes sociais.
Na última quinta-feira, Tarcísio voltou a parabenizar a ação e a descreveu como “bem planejada e executada”.
“Tive bastante contato com o Cláudio Castro nesse período, até para prestar apoio, prestar solidariedade, porque eu acho que tem que ter muita coragem para fazer esse enfrentamento”, disse Tarcísio.
Castro garante legitimidade de operação
O governo do Rio de Janeiro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) a defesa da legalidade da Operação Contenção, conduzida em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão.
A justificativa foi endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, que atua temporariamente como relator da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas.
No documento, assinado pelo governador Cláudio Castro, o estado alega que a intervenção foi realizada “dentro dos parâmetros legais e constitucionais”, e que o “uso proporcional da força” era indispensável devido à ameaça imposta pela facção criminosa Comando Vermelho, em ação que resultou na morte de, pelo menos, 121 pessoas, entre as quais, 4 policiais.
Apesar das garantias de controle, um inquérito foi instaurado para investigar a remoção de corpos do local antes da chegada da perícia. O fato teria prejudicado a preservação do local da ocorrência.
O ministro Alexandre de Moraes, que se reuniu com Castro e outras autoridades para ouvir os esclarecimentos, determinou medidas rigorosas.
Atendendo a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU), Moraes ordenou a preservação e a documentação completa de todos os elementos relacionados à operação. O despacho estipulou, ainda, a conservação das perícias e a manutenção das respectivas cadeias de custódia.
Leia também: Moraes exige esclarecimentos de Cláudio Castro sobre operação no Rio
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