Ciro Nogueira, um “grande amigo da vida” de Vorcaro
Em mensagem, dono do Master celebrou a apresentação de uma emenda para aumentar a garantia do FGC de 250 mil para 1 milhão de reais
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trata o senador Ciro Nogueira (PP-PI) como um “grande amigo da vida”.
A manifestação de afeto pelo presidente nacional do PP consta em uma mensagem enviada por Vorcaro a Martha Graeff, namorada do banqueiro.
“Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”, disse Vorcaro em mensagem enviada em maio de 2024.
O Antagonista teve acesso ao conteúdo das mensagens.
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Emenda Master
Em outra mensagem enviada à namorada, Vorcaro celebrou a apresentação de uma emenda pelo senador para aumentar a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de 250 mil para 1 milhão de reais.
“Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!”, disse.
“Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, continuou.
Conhecida como “emenda Master”, a proposta acabou engavetada devido à resistência das principais entidades ligadas aos bancos.
O que diz Ciro Nogueira
Por meio de sua assessoria, o senador Ciro Nogueira disse que mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, “o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”.
“Ciro Nogueira volta a destacar que está tranquilo quanto às investigações da Polícia Federal nas denúncias que envolvem o empresário, uma vez que não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”, acrescentou.
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A nova prisão de Vorcaro
Vorcaro foi preso na quarta, 4, pela Polícia Federal em São Paulo.
A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso. A investigação apura suspeitas de um esquema bilionário que teria atingido aposentados e pensionistas, além de possíveis tentativas de interferência em investigações e influência sobre agentes públicos.
Ao solicitar a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, a Polícia Federal revelou a existência de um “núcleo de intimidação e obstrução de justiça”, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades, ligado ao Banco Master.
As investigações apontam que o grupo criminoso mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, chamada de “A Turma”, para obtenção ilegal de informações sigilosas e intimidação de críticos do conglomerado financeiro.
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