Carf livra Lulinha de multa de R$ 326 mil junto à Receita Federal

12.03.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

Carf livra Lulinha de multa de R$ 326 mil junto à Receita Federal

avatar
Wilson Lima
3 minutos de leitura 03.03.2026 07:00 comentários
Brasil

Carf livra Lulinha de multa de R$ 326 mil junto à Receita Federal

Conselho Administrativo de Recursos Fiscais entendeu que órgão federal não conseguiu provar que Lulinha fraudou imposto de renda

avatar
Wilson Lima
3 minutos de leitura 03.03.2026 07:00 comentários 3
Carf livra Lulinha de multa de R$ 326 mil junto à Receita Federal
Foto: Fábio Campanato/Agência Brasil.

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) livrou o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, de uma multa de R$ 326 mil por supostas fraudes no recolhimento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) referente à sua empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda.

A decisão que beneficiou Lulinha foi tomada na terça-feira da semana passada (veja a íntegra no final do post).

A multa foi arbitrada pela Receita Federal em meio às investigações da Operação Lava Jato, em um processo que envolvia pagamentos considerados “sem causa” à empresa Flexbr Tecnologia Ltda., na época comandada por Marcos Claudio Lula da Silva, irmão de Lulinha.

Segundo a autuação da Receita Federal, houve a emissão de 12 notas fiscais supostamente falsas apenas para justificar pagamentos de Lulinha a Marcos Cláudio.

Na época, a PF investigou as transações da G4 e da FlexBR e o delegado da Polícia Federal Dante Pegoraro Lemos apontou indícios de que o Instituto Lula tenha superfaturado contratos de prestações de serviços feitos com empresas dos filhos do petista.

Lulinha prestou serviços ao Instituto Lula por meio da criação de um site, de um ‘Memorial da Democracia’ e de um portal de políticas públicas. Parte dos recursos destes contratos, conforme a PF, vieram da Odebrecht.

A Receita Federal, ao aplicar a multa contra Luinha, apontou inconsistências na relação empresarial entre a G4 e a FlexBR como a ausência de contrato formal, divergência na descrição dos serviços prestados, inexistência de estrutura operacional da Flexbr e emissão sequencial de notas fiscais, além de vínculos familiares entre os sócios das empresas.

Na decisão do Carf, os quatro conselheiros entenderam que a Receita Federal não conseguiu provar que os serviços de digitalização de imagens não foram prestados. Eles seguiram o voto do conselheiro Heldo Jorge dos Santos Pereira Junior.

“Se o ‘modus operandi’ foi engendrado para ‘escapar à tributação na pessoa física’, como concluir tratar-se de pagamentos sem causa? A resposta, para tanto, seria considerar que tais pagamentos eram, de fato, uma contraprestação por serviços pessoais, prestados presencialmente, com remuneração fixa e mensal e por pessoa de estreito relacionamento dos sócios, ou, pelo menos, de um deles (o irmão)”, declarou o conselheiro do Carf.

“Essa conclusão parece-me a mais plausível e também justificaria o pagamento por um trabalho com exclusividade como apontado (notas fiscais sequenciais)”, acrescentou ele.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Relatório do escritório da esposa de Moraes “some” dos sistemas da CGU

Visualizar notícia
2

Crusoé: As três condições impostas pelo Irã para o fim da guerra

Visualizar notícia
3

Vieira questiona “desespero” de Flávio por CPI contra Moraes e Toffoli

Visualizar notícia
4

“Fez pra me sacanear”, diz Flávio sobre CPI proposta por Alessandro Vieira

Visualizar notícia
5

“É nós, irmão”: pacto entre CV e PCC foi acertado por WhatsApp

Visualizar notícia
6

Endividamento e descrédito institucional. A conta chegou, Lula

Visualizar notícia
7

Crusoé: Boulos prega luta de classes no Uber

Visualizar notícia
8

Toffoli se declara suspeito para participar de julgamento da prisão de Vorcaro

Visualizar notícia
9

Nikolas e Esquerdogata recusam acordo na Justiça

Visualizar notícia
10

“Nós vencemos, tudo acabou na primeira hora”, diz Trump sobre Irã

Visualizar notícia
1

Endividamento e descrédito institucional. A conta chegou, Lula

Visualizar notícia
2

Zanin é sorteado novo relator do pedido para criação de CPI do Master

Visualizar notícia
3

Zanin nega mandado de segurança para instalar CPI do Master

Visualizar notícia
4

Vieira questiona "desespero" de Flávio por CPI contra Moraes e Toffoli

Visualizar notícia
5

"Fez pra me sacanear", diz Flávio sobre CPI proposta por Alessandro Vieira

Visualizar notícia
6

Defesa de Vorcaro afirma que PF induziu Mendonça ao erro

Visualizar notícia
7

Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara

Visualizar notícia
8

Relatório do escritório da esposa de Moraes “some” dos sistemas da CGU

Visualizar notícia
9

Patrimônio de Daniel Vorcaro multiplicou 923 vezes desde 2015

Visualizar notícia
10

"Impedimento ou suspeição eram óbvios desde o início", diz Moro sobre Toffoli

Visualizar notícia
1

A esperança da defesa de Vorcaro no STF

Visualizar notícia
2

5 receitas com pescada branca para variar o almoço durante a Quaresma 

Visualizar notícia
3

Argila no skincare: veja qual tipo usar em cada fase da vida

Visualizar notícia
4

O suspeito Dias Toffoli

Visualizar notícia
5

IA e automação: entenda como essas tecnologias estão transformando o marketing digital

Visualizar notícia
6

Ovo antes ou depois do treino? Veja os benefícios para quem pratica atividade física

Visualizar notícia
7

Zanin nega mandado de segurança para instalar CPI do Master

Visualizar notícia
8

Cunhado e ex-namorada de Vorcaro são convocados a depor em CPMI

Visualizar notícia
9

10 nomes para cachorro inspirados em times de futebol

Visualizar notícia
10

Crusoé: Coreia do Sul aprova US$ 350 bilhões para investir nos EUA

Visualizar notícia

< Notícia Anterior

Os dias mais sombrios da Terra mostram como o mundo já enfrentou tragédias inimagináveis

03.03.2026 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

O hatch esportivo da década 90 que custava R$ 31 mil e hoje teria valor de R$ 180 mil

03.03.2026 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

Suas redes

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Juarez Borges

03.03.2026 17:40

AH TA BOM... ENTENDI...


Liana Palacios

03.03.2026 11:50

Vai a gente, o comum mortal brasileiro, errar em um dígito, depois da vírgula em uma prestação de contas ao IR para ver o que acontece! Imposto retido, aumento na alíquota, juros por atraso. Não teremos perdão.


03.03.2026 07:43

Difícil acreditar que teremos justiça neste país. A Lava Jato deu um suspiro de esperança , mas foi destruída pelo Governo e STF.


Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.