Campagnolo abandona live com Zanatta após Seif entrar
Deputada estadual classificou senador como "desqualificado" em transmissão sobre polêmica envolvendo Carlos Bolsonaro
A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) abandonou a live que participava nesta sexta-feira, 7, com a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), no Instagram, após a entrada do senador Jorge Sieif (PL-RJ). As parlamentares tratavam da polêmica envolvendo o plano de Carlos Bolsonaro (PL), vereador pelo Rio de Janeiro, de se candidatar ao Senado por Santa Catarina.
“Olha a maneira como estou sendo tratada. Você acha que um aliado pode ser tratado desta maneira? E pelo quê? Porque..“, desabafava Campagnolo sobre as reações de aliados de Carlos Bolsonaro.
Zanatta interrompe Campagnolo:
“O Seif está querendo entrar na live”.
A deputada estadual reagiu, criticando Seif:
“Esse desqualificado. Desqualificado total. Foi para a tribuna dizer que o Amin tem que ser candidato. É verdade, pelo amor, você sabe. Você sabe disso. Todos nós votamos nele porque o Bolsonaro indicou. Nós já fizemos isso e olha o senador que a gente tem. Chamar o Gilmar Mendes [ministro do STF] de… como é que ele chamou? De pacificador da República. Meu Deus, pelo amor de Deus. Eu estou aqui antes dele.”
Seif então entrou na live e cumprimentou:
“Boa tarde, meninas”, disse.
Campagnolo tomou a palavra:
“Pelo amor de Deus, que convívio desagradável”, afirmou, saindo da conversa em seguida.
Seif toma a palavra, tentando explicar a declaração dele na tribuna:
“Deixa só eu explicar uma situação, Júlia. Pra quem não entendeu, né? Quando eu subi na tribuna e falei ‘Carlos, Carol e Amin’, pessoal até do PL, ‘poxa, mas só tem duas vagas’. Porque eu já falei com o governador Jorginho Melo, falei com o presidente Bolsonaro e falei com o senador Espiridião Amin. Os três têm que vir. PL ‘chapa pura’.”
Júlia interrompe:
“Mas não tem três vagas. Isso aí a Ana tá certa. Para de enrolar. Tá, Seif.”
Seif continua, defendendo um ‘PL chapa pura’ ao Senado.
“Se o Amin quer concorrer, ele pode concorrer. O PL chegou onde chegou, sem coligação nenhuma. Nós não precisamos. Nós vamos, nós vamos perder Carol. Por que que nós vamos perder Carol? E o Carlos já estava precificado. Estão colocando na conta do Carlos a saída da Carol, mas isso não é verdade, porque lá atrás eu participei da reunião com o presidente Bolsonaro, era uma vaga do presidente Bolsonaro de Carlos e uma vaga do Jorginho Melo que era de Carol. Depois que no meio do caminho a coisa mudou. Então, só para explicar o seguinte, eu defendo ‘PL chapa pura’.
Se o Amin quer vir e por referência a ele, o trabalho que Ele vem, vem pelo PP, como ele sempre vem, independente. Ele nunca precisou do PL, o PL nunca precisou dele. Ele pode vir. Agora que nós não podemos perder Carol Antônio. Nós não podemos. Nós estamos rifando uma uma sold um um soldado de primeira hora, uma mulher que foi duas vezes a mais votada em Santa Catarina por causa de de acordo com PP. Eu adoro a mim, mas a defendo Carlos e Carol pelo PL chapa pura. Essa é a minha posição.”
Após a saída de Seif, Campagnolo retorna à live.
Assista ao momento:
Alianças
A candidatura de Carlos em Santa Catarina interfere na perspetiva de aliança entre PL e o PP do senador Esperidião Amin, que espera uma das duas vagas da coligação da chapa de reeleição de Jorginho para tentar permanecer no Senado por mais oito anos.
A outra vaga seria da deputada federal Carol de Toni (PL-SC), para quem, diante da candidatura de Carlos, restaria uma mudança de partido no caso de sustentar a pretensão de eleição ao Senado.
Foi a partir do surgimento das conversas sobre migração de Carol para o Novo que o incômodo dos aliados de Bolsonaro em Santa Catarina acabou externado.
Desde então, a família Bolsonaro tenta conter o desgaste. Além de Carlos, Eduardo e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle também apareceu para manifestar seu apoio a Carol de Toni, apesar de o movimento de Carlos inviabilizar a presença dela no PL.
Campagnolo argumenta que a estratégia é ruim para o PL e para o “projeto” bolsonarista, e ainda deixou sugerido que a eleição de Carlos ao Senado tem o objetivo de protegê-lo do Supremo Tribunal Federal (STF).
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