Bruno Henrique, do Flamengo, vira réu por estelionato
Justiça acata recurso do Ministério Público e amplia as acusações contra o atacante por manipulação de resultado em apostas esportivas
A Justiça do Distrito Federal acolheu nesta quinta-feira, 4, um recurso apresentado pelo Ministério Público e decidiu tornar o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu pelo crime de estelionato. A foi proferida um dia após o rubro-negro conquistar o título do Campeonato Brasileiro. O atleta, capitão do time, já estava sendo processado judicialmente por suspeita de fraude em competição esportiva.
A nova decisão retoma um processo que estava em tramitação na Justiça do Distrito Federal. Em julho, o juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal, havia aceitado a denúncia inicial do MPDFT.
Naquela ocasião, o atacante e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, foram constituídos réus por envolvimento em possível fraude. O episódio em questão está relacionado ao confronto entre Flamengo e Santos, válido pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023, disputado na cidade de Brasília.
Investigação detalha manipulação
A acusação da Promotoria aponta que Bruno Henrique compartilhou antecipadamente a informação de que receberia um cartão amarelo durante a partida. Tal conduta visava beneficiar apostas esportivas realizadas pelo seu irmão.
O jogador teria atuado de forma deliberada e intencional para ser punido com advertência, buscando obter uma vantagem financeira com o resultado manipulado.
A decisão de julho detalha a suposta conduta dos envolvidos: “A investigação policial apresentou elementos que indicam que o denunciado Bruno Henrique, de forma deliberada, teria atuado de forma intencional de modo a ser punido com cartão na partida questionada e que Wander Nunes teria contribuído para a ação do irmão ao incentivá-lo a agir de tal maneira, objetivando angariar com isso alguma vantagem financeira”.
O que diz a defesa
Apesar de o crime de “fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado” ser tipificado na Lei Geral do Esporte, o advogado Felipe Carvalho, que representa o atacante, afirmou ter recebido “com indignação a notícia do julgamento”.
Carvalho assegurou que, com confiança no Poder Judiciário, a defesa apresentará um recurso aos órgãos competentes. O objetivo é demonstrar, mais uma vez, “o claro equívoco da denúncia”.
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