Bia Kicis endossa reação de Nikolas a Eduardo Bolsonaro
"Eu ia escrever sobre isso, Nikolas, mas você disse o que eu penso", disse a deputada ao compartilhar resposta do colega ao filho 03 de Bolsonaro
Na fila para disputar uma cadeira no Senado pelo PL no Distrito Federal em 2026, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF, foto) endossou a resposta do colega de Câmara Nikolas Ferreira (PL-MG) à nota pública em que o também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atribui a queda da sanção americana a Alexandre de Moraes à “falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior”.
“Eu ia escrever sobre isso, Nikolas, mas você disse o que eu penso, por isso vou apenas repostar suas palavras. Abraços”, disse a deputada em post no X no qual compartilhou a postagem do colega.
Nessa postagem, Nikolas disse que “atribuir ao povo brasileiro ou aos parlamentares a responsabilidade por uma decisão geopolítica tomada pelos Estados Unidos não é apenas um erro de análise – é uma fraude intelectual”.
“Riscos reais”
O deputado mineiro, que esteve mais de uma vez entre os vários aliados criticados por Eduardo por falta de apoio a sua atuação nos Estados Unidos, disse ainda que “trata-se de uma tentativa conveniente de simplificar um cenário complexo, deslocando injustamente a responsabilidade para quem, na prática, tem enfrentado pressões e riscos reais dentro do país”.
Eduardo foi para os Estados Unidos em fevereiro e aproveitou a demora da Procuradoria Geral da República (PGR) para se posicionar sobre um pedido de apreensão de seu passaporte para se apresentar como exilado.
Em julho, Donald Trump anunciou a tarifa adicional de 50% aos produtos brasileiros, e o filho 03 de Bolsonaro surfou a onda como se o tarifaço fosse consequência de sua atuação nos Estados Unidos.
A estratégia acabou beneficiando Lula, que se atracou com o cínico discurso de defesa da soberania e conseguiu recuperar algo da popularidade perdida ao longo do mandato.
A aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes e sua esposa, no fim de julho, foi o ápice da empreitada de Eduardo em território americano, mas a retirada da sanção, na sexta-feira, 12, quando Jair Bolsonaro já cumpre pena em regime fechado, deu um fim melancólico à estratégia.
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Comentários (3)
Otreblig50
13.12.2025 22:08Tem um ditado burlesco que diz, " Esquerdistas só se entendem na prisão ", hehehe Mas os bozolóides vão além, se fuzilam até na cadeia !!!
Maglu Oliveira
13.12.2025 12:43QUEM NÃO ESTÁ COMIGO ESTÁ CONTRA MIM, filosofia bolsonarista. Os BOLSONAROS são a oitava praga do Egito atingindo o Brasil. E praga a gente extermina.
Fabio B
13.12.2025 11:13O Nikolas é popular, e é justamente isso que paralisa a família Bolsonaro em enfrentá-lo diretamente. O receio de romper vem da obsessão por tamanho e aplauso imediato. Mas Sun Tzu é claro: “um exército grande, porém dividido, é fraco”. Então muitas vezes é melhor ser menor e coeso do que inflado por aliados voláteis. A popularidade sem lealdade não sustenta projeto nenhum. Manter oportunistas por medo de perder alcance é trocar estratégia por vaidade. Em política, como na guerra, unidade, a coezão vale mais que números absolutos. E olha, o Nikolas tem muito podre para ser vazado, a turma dos "novinhos do Valdemar" tem uma ficha corrida e devassa que por enquanto está sendo ventilada só nos bastidores, então se houver coragem dos Bolsonaros em fazer o que precisa ser feito, muito disso veremos sendo exposto.