“Assinei com muito orgulho”, diz presidente do TCU sobre penduricalho
Vital do Rêgo defende gratificação de até 15% para servidores que ocupam cargos de direção, chefia e assessoramento
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo (foto), defendeu a gratificação criada em junho para servidores que ocupam cargos de direção, chefia e assessoramento e afirmou que assinou a portaria “com muito orgulho” e “com muita vontade”.
O adicional pode elevar em até 15% a remuneração desses funcionários e é apontado como um “penduricalho” por ficar fora do teto constitucional.
Segundo Vital do Rêgo, a medida busca incentivar servidores que já atingiram o teto salarial a assumir funções de maior responsabilidade dentro do tribunal.
“O que eu justifico é que, quando meu servidor atinge o teto, eu vou convocá-lo para ele assumir uma função de direção de uma Secretaria, de uma Unidade, de ser secretário-geral. Sabe quantos querem vir? Nenhum, porque vão entrar em uma Secretaria especializada e não receber nada em troca. Rapaz, eu assinei a portaria com muito orgulho. Estou beneficiando quem economiza R$ 65 bilhões ao Brasil. A cada R$ 1 que está no meu orçamento, o TCU devolve R$ 28”, disse ao g1.
“Fiz com muita vontade”
O ministro também afirmou que a gratificação segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a valorização dos servidores do órgão.
“A gratificação que eu dei, mantendo uma decisão do Supremo. Supremo deu, todos os órgãos da justiça federal deram, mas esperando que saia a legislação do Congresso Nacional. Mas eu fiz com muita vontade porque eu conheço o trabalho do meu servidor, eu sei a importância que ele tem para o país, sei que eu posso contar com ele.”
Vital ainda argumentou que os salários no TCU estariam defasados e comparou a remuneração dos auditores à de profissionais altamente especializados da iniciativa privada.
“O meu auditor que entra aqui, ele fez o concurso mais difícil da nação”, disse.
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