Alessandro Vieira se posiciona entre Lula e Bolsonaro
"Estou conversando com Romeu Zema, estou conversando com Ronaldo Caiado", diz o senador que pediu indiciamento de Gilmar Mendes
Catapultado às manchetes por ter pedido o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República na CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE, à esquerda na foto) se posicionou sobre a corrida presidencial na sexta-feira, 17.
Questionado durante entrevista coletiva na Prefeitura de Estância, o senador disse que votará no primeiro turno presidencial “numa alternativa de terceira via”.
“Eu não voto em Lula. Eu não sei de onde é que tiraram essa história. Eu voto no primeiro turno numa alternativa de terceira via. Estou conversando com Romeu Zema, estou conversando com Ronaldo Caiado, porque eu respeito o Lula, respeito o Bolsonaro, a relação pessoal com eles é boa. Nunca tive problema. Ajudei o governo Bolsonaro, ajudo o governo de Lula, porque, ajudando eles, estou ajudando o Brasil. Mas eu acho que eles não representam o que o Brasil precisa”, disse o senador, que se tornou alvo de um pedido de investigação por abuso de autoridade do decano do STF, Gilmar Mendes, um dos alvo de seus pedidos de indiciamento — que acabaram reprovados pela CPI após manobra do governo Lula.
“Armadilha da polarização”
Segundo Vieira, “o Brasil tem que sair dessa armadilha da polarização”.
“Essa polarização atrapalha, ela faz mal, porque, por conta da polarização, o cara não precisa mais trabalhar. Basta falar mal do inimigo. Não tem que mostrar resultado, não tem que resolver nada, basta falar mal dos outros. Tem que virar a página”, defendeu.
O senador disse, ainda, que “se chegar no segundo turno e o eleitor entender novamente que o caminho é ou Flávio Bolsonaro [à direita na foto] ou Lula, aí a gente vai sentar e vai conversar, para entender o que que é melhor para Sergipe, porque, daí, passa a ser um voto pensando em Sergipe, e não pensando na minha intenção de Brasil, que nem Flávio representa e nem Lula representa”.
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