A Vitória de Pirro da CPMI do INSS
Davi Alcolumbre indicou aliados que pode encerrar trabalhos do colegiado após manter as quebras de sigilo do filho do presidente Lula
Apesar de ter imposto uma derrota ao governo federal ao manter a derrubada dos sigilos fiscais de Luís Fábio Lula da Silva (o Lulinha), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou a aliados que deve mesmo determinar o encerramento das atividades da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no final deste mês.
Como mostramos nesta terça-feira, Alcolumbre rejeitou recurso apresentado pela base governista na CPMI e manteve a decisão do colegiado da semana passada. Com base em um parecer da Advocacia-Geral do Senado, o presidente da Casa afirmou que o que vale, em uma votação simbólica, é o quórum de parlamentares registrados no painel.
Assim, os 14 votos da base do governo foram insuficientes para barrar a derrubada dos sigilos fiscais de Lulinha.
“Numa votação simbólica, a apuração dos votos resulta de uma apreciação do presidente a respeito do posicionamento do plenário em face do quórum de presença computado no painel. O presidente observa o comportamento do plenário e proclama o resultado, independentemente de contagem nominal dos votos”, declarou o senador.
Depois dessa decisão de Alcolumbre, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse a aliados que a base não irá recorrer ao Supremo para tentar blindar Lulinha. O gesto foi interpretado por membros da Casa como uma sinalização clara de que Alcolumbre não irá prorrogar os trabalhos da CPMI. O colegiado está autorizado a funcionar até 28 de março deste ano.
Já está na mesa do senador requerimento da oposição para a prorrogação dos trabalhos da CPMI por três meses. Mas Alcolumbre argumenta que esse pedido somente pode ser lido em uma sessão do Congresso e não há data para que Câmara e Senado se reúnam conjuntamente neste ano.
Se esse pedido não for lido até 28 de março, a CPMI seria automaticamente encerrada.
O próprio presidente da CPMI, Carlos Viana, indicou na noite desta terça-feira que os trabalhos estariam próximos de uma conclusão ao agendar uma série de oitivas para as próximas duas semanas. Uma delas, inclusive, é da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
Por ora, também não estão previstas as votações de novos requerimentos de quebras de sigilos. O que também indicaria a interrupção precoce dos trabalhos do colegiado.
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Comentários (1)
Marcos
04.03.2026 18:52A PIZZA ACABA NO FINAL DO MÊS.