Trump descarta Bolsonaro de forma humilhante
Cabe aos lulistas, agora, dar a entender que jogaram com Trump, como se também não estivessem sendo usados como brinquedos pelo presidente americano
No mesmo dia em que Carlos Bolsonaro publicou um vídeo antigo para indicar que seu pai sofre de crises de soluço durante o sono na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o governo americano retirou Alexandre de Moraes e esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
A decisão joga pelo ralo as esperanças dos bolsonaristas de alguma interferência do governo americano em favor de Jair Bolsonaro, alimentada por meses pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) dos Estados Unidos, onde o filho 03 de Jair está auto-exilado desde fevereiro.
Quem lê O Antagonista já desconfiava, desde o anúncio do tarifaço de Donald Trump, em julho, do interesse do presidente americano no destino de Bolsonaro, mesmo diante do fato de que o republicano mencionou diretamente o alegado aliado brasileiro no anúncio.
Nós avisamos
Análise intitulada Família Bolsonaro abraça a tarifa de Trump, publicada dois dias após o anúncio do tarifaço, alertava para o risco que os Bolsonaros corriam ao surfar a onda e dizia o seguinte:
“Das duas, uma: ou Trump impôs a tarifa por causa de Bolsonaro e, portanto, o ex-presidente brasileiro poderia, sim, interferir de alguma forma na questão; ou o presidente americano apenas usou o aliado como um dos vários pretextos para justificar a medida, e Bolsonaro, de fato, não pode fazer nada.
A segunda opção é a que faz mais sentido. Bolsonaro aparece na carta enviada a Lula como um detalhe, junto com a alegada preocupação com as redes sociais. Vai tudo a reboque do fantasioso déficit comercial americano com o Brasil, que, na verdade, é superávit há mais de 15 anos.”
Desde então, Trump só falou de Bolsonaro em público quando provocado por repórteres brasileiros, e foi amenizando as tarifas de acordo com suas próprias necessidades, como sempre.
Brinquedos
Os lulistas celebram, agora, uma “vitória da diplomacia”, mas a verdade é que tudo pode mudar amanhã, na próxima semana ou mesmo daqui a algumas horas, a depender da vontade do presidente dos Estados Unidos, como ocorreu mais de uma vez com a Ucrânia de Volodymyr Zelensky.
Cabe agora aos governistas, contudo, assim como coube aos bolsonaristas durante o ápice do tarifaço, dar a entender que participam do jogo de Trump, como se não estivessem todos eles sendo usados como brinquedo pelo presidente americano.
Leia mais: Bolsonaro vira constrangimento para Trump
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Flavio marega
12.12.2025 17:08Bozo e Pixulé, fantoches do bufão alaranjado.