Toffoli perdeu totalmente as condições morais de conduzir o caso Master
Decisões pouco usuais e interesse fora do comum do magistrado isolam o ministro durante as investigações relacionadas ao banco
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli perdeu todas as condições morais para conduzir as investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master.
Os motivos são inúmeros: procedimentos fora dos usuais e uma obsessão quase que doentia pelo controle de todos os processos desta investigação. Nunca, nunca na história da recente República, um ministro de Supremo demonstrou tanto interesse em um caso específico; Toffoli, neste aspecto, conseguiu o exemplo (ruim, diga-se) de ultrapassar os limites já esgarçados pelo seu colega de corte, o ministro Alexandre de Moraes em relação à chamada ação penal do golpe.
Em menos de uma semana, Toffoli impediu que policiais federais tivessem acesso às provas do processo, determinou que peritos – indicados por ele – atuassem na perícia e, pasmem, determinou que as provas fossem armazenadas no Supremo Tribunal Federal (STF).
E, para piorar o cenário, o ministro ainda reduziu o prazo para a PF ouvir os investigados. Eram seis dias; o magistrado reduziu para dois.
A situação foi tão esdruxula que a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) foi obrigada a se manifestar sobre o caso.
Eis o que os próprios delegados afirmaram, por meio de nota oficial.
“Cumpre salientar, a título de exemplo, que, nem mesmo no âmbito interno da Polícia Federal, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal da autoridade policial. Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos Delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal, comprometendo, inclusive, a adequada e completa elucidação dos fatos em apuração”.
Os procedimentos adotados fora do rito, por si só, causam espanto. Algo que alguns colunistas alinhados ao Planalto classificam como, por exemplo, inusitado. O cenário fica ainda pior quando se constata, que, no passado não muito distante, familiares do ministro Dias Toffoli tiveram relações comerciais com parentes do banco Master, mais precisamente com o cunhado de Daniel Vorcaro.
É tudo muito grave. É tudo muito estranho. É tudo inaceitável do ponto de vista ético. Os ministros do STF adoram afirmar, em seus pronunciamentos, que atuam em prol da estabilidade democrática no país. O problema é que, ultimamente, eles se tornaram o principal fator de instabilidade democrática da República brasileira.
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Comentários (5)
Aldo
21.01.2026 16:38O problema é que muitos senadores têm processos contra si nas gavetas desses ministros do STF, muitas vezes por bobagens, acusações meio sem fundamentos feitas por adversários, outras casos mais sérios. Mas na maleabilidade das decisões dos ministros tudo é incerto. O que absolve um pode condenar outro. A justiça do STF levanta um pouquinho a venda para olhar o réu antes de proferir de proferir sentença.
Edson Barbosa
20.01.2026 00:32TOFFOLÃO era " toffolinho " quando foi ungido pela mão de lula ao STF, e nunca teve Notável Saber Jurídico, nem Reputação Ilibada para ser Ministro do STF, mas teve 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções, ao ser " sabatinado" no senado em 30 de setembro de 2009. VÊ-SE que são muitos os culpados por ele estar nesse cargo. Durante esse tempo perdeu qualquer condição MORAL de estar lá !!! Talvez como poucos até hoje, merece o Impeachment !!!!
André Luis dos Santos
19.01.2026 16:48Quando o Senado irá tomar vergonha na cara?
Ngan Pui Yuen
19.01.2026 12:19E o mais estarrecido é ver o senado em cima do muro.
Annie
19.01.2026 11:55Quando será que o senado vai começar a investigar esse escândalo?