Robert Redford deixa enorme legado no cinema
O ator e diretor Robert Redford deixa uma longa lista de obras memoráveis no cinema, que apoiou com seu Festival de Sundance
Robert Redford, falecido hoje, aos 89 anos, teve uma carreira que atravessou décadas, ele foi ator, diretor e uma pessoa que mudou o jeito de fazer cinema, sempre com um pé na arte e outro na inovação, sem se levar tão a sério.
Nascido em 18 de agosto de 1936, em Santa Monica, Califórnia, Redford veio de uma família simples, filho de um contador. Nada de glamour na infância.
Ele largou a universidade e sem muito, dinheiro, foi viajar pela Europa, pintando e vivendo no modo aventureiro.
De volta aos EUA, entrou na atuação quase por acaso, começando no teatro e na TV. O estouro veio em 1969 com Butch Cassidy e Sundance Kid, onde, ao lado de Paul Newman, ele virou o Sundance Kid, um fora-da-lei com charme, que roubava a cena.
Os anos 70 foram seu auge. Golpe de Mestre (1973), também com Newman, era o carisma também foi seu diferencial.
E em Nosso Amor de Ontem (1973), com Barbra Streisand, ele provou que dava conta de um drama romântico sem cair na armadilha de ser só o galã bonitão.
Mas Redford queria mais. Em 1980, dirigiu Gente como a Gente, um drama sobre uma família em pedaços, e levou para casa o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor.
Ainda como diretor, depois vieram Nada é para Sempre (1992), com sua pegada quase poética sobre a natureza, e Quiz Show – A Verdade dos Bastidores (1994), que destrinchava ética e ambição na TV. Ele tinha um jeito de contar histórias que ia além do óbvio, sempre com um olhar afiado.
Enquanto isso, seguia atuando, em filmes memoráveis, como O Grande Gatsby, (1974), Todos os Homens do Presidente (1976), sobre o caso Watergate que derrubou Nixon, Entre Dois Amores (1985), com Merryl Streep.
Houve também filmes menos lendários, mas muito bons ou marcantes, como o polêmico Proposta Indecente (1993), onde ele oferece 1 milhão de dólares a um casal apertado de dinheiro para uma noite com a esposa, vivida por Demi Moore.
Ainda destaco Quebra de Sigilo (1992), com outro grande, Sidney Poitier, Brubaker (1980), e Três Dias do Condor (1975) e Mais Forte que a Vingança (1972).
Mas creio que o que Robert Redford definiria como seu maior trunfo fora das telas foi o Sundance Film Festival, surgido em 1981, quando criou o Sundance Institute, que virou o point do cinema independente.
Foi ali que nomes como Quentin Tarantino, Darren Aronofsky e Steven Soderbergh ganharam espaço. Redford também era muito conhecido como ativista ambiental, um tema que aparecia nos filmes e nas causas que ele defendia fora do set.
Redford se aposentou como ator em 2018, com O Velho e a Arma, mas não parou de produzir e apoiar o cinema. Com dezenas de filmes no currículo e um Oscar honorário em 2002, Redford deixa um legado vai ficar gravado por um bom tempo.
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Comentários (2)
Eliane ☆
16.09.2025 17:39Rest in peace.🙏
Eliane ☆
16.09.2025 17:39Rest in peace.🙏