Os mendigos de Santa Catarina

15.12.2025

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Os mendigos de Santa Catarina

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura 09.11.2025 14:11 comentários
Análise

Os mendigos de Santa Catarina

É inevitável comparar a política do prefeito de Florianópolis contra a proliferação de moradores de rua com a pretensão eleitoral de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura 09.11.2025 14:11 comentários 2
Os mendigos de Santa Catarina
Foto: Reprodução de vídeo

A política do prefeito Topázio Neto (PSD) contra a proliferação de moradores de rua em Florianópolis causa indignação há dias nas redes sociais.

Desde que propagandeou, em 2 de novembro, que “dá a passagem de volta” a quem chega à cidade sem lugar para morar, e que mais de 500 pessoas já passaram pelo procedimento, Topázio já gravou outros dois vídeos para se explicar, dizendo que “não despacha ninguém”, mas que “trata” e só “manda de volta” depois de contatar a família da pessoa na cidade de onde ela chegou.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), publicou seu próprio vídeo, de apoio à política da prefeitura da capital de seu estado, no qual é bem direto sobre o assunto:

“A turma da esquerda caiu de pau em cima do prefeito, de Topázio, porque ele quer controlar a chegada de moradores de rua na cidade. Onde está o erro nisso. Topázio, concordo 100%. Se precisar de mais apoio na segurança, estamos prontos. Aqui não é bagunça. Temos que cuidar da nossa cidade e cuidar de Santa Catarina.”

“Tem uma vaga de senador aqui”

Quem também publicou um vídeo foi o vereador petista Jean Volpato (à direita na foto), de Blumenau, mas para criticar a política de Topázio e, ao mesmo tempo, a pretensão do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) de se candidatar ao Senado por Santa Catarina, que causa atritos públicos há dias.

Assine Crusoé e leia os bastidores dessa história: A revolta dos ‘patriotas’

Volpato encena, na gravação, que está recebendo Carluxo na rodoviária.

“Meu pai disse que o governador tem um emprego para mim aqui (…) O meu pai falou para eu vir aqui falar com ele porque tem uma vaga de senador aqui”, diz o homem com uma máscara de papel do filho 02 de Jair Bolsonaro (à esquerda na foto).

Vestido de fiscal, o vereador catarinense retruca, dizendo que “aqui na nossa lista diz que você está respondendo por lavagem de dinheiro, rachadinha, sigilo quebrado na CPMI dos atos golpistas, investigado no inquérito das fake news do STF”, e anuncia que vai emitir a passagem de volta.

É nessa posição que a família Bolsonaro se colocou ao tratar os aliados como súditos e cobrar uma lealdade cega e uma confiança que, como se pode constatar pela confusão armada em Santa Catarina, esses próprios aliados parecem não imaginar que eles merecem.

Leia mais: Só existem 241 Bolsonaros

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Rodolfo Borges

Rodolfo Borges é jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Trabalhou em veículos como Correio Braziliense, Istoé Dinheiro, portal R7 e El País Brasil.

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Comentários (2)

Jorge Irineu Hosang

09.11.2025 20:47

Existem dois aspectos, para o qual o tratamento é o mesmo!! Santa Catarina, está aberto a quem quer emprego, mas não a quem quer incomodar, causar transtornos e vadiar e, nisso também incluem-se alguns pretensos candidatos que pensam que aqui é um curral eleitoral. O que a imprensa deveria investigar, é como mais de 30 mil mendigos e craqueiros vieram para em Santa Catarina, para ser preciso, em cidades litorâneas no norte catarinense, de Florianópolis até Barra Velha, vindos de São Paulo (dai se explica o esvaziamento da Cracolândia) e até de Curitiba (cuja uma Secretaria pagou passagens de ônibus para ônibus para Itajaí, onde moro). Os Estados não dão conta, e mandam pra cá?! Pior, vá a rua, e convide essa gente para trabalhar, nenhum deles quer!! E é fato!! Ai, fica fácil fazer suruba com a bunda dos outros, não é?! Então, se o cara tá viciado, quem tem que cuidar é a Família dele, é o Município e o Estado de onde ele vem, não Santa Catarina!! Essa demagogia é porca, ao dizer que estamos mandando pessoas de volta, cadê a humanidade de quem embarcou essa gente em ônibus e mandou para Santa Catarina? Destaco que quase 5 centenas de milhares de pessoas vieram de outros estados e países e encontraram trabalho e emprego aqui, e todos, sem excessão, foram bem recebidos e se integraram ao Estado, todos são bem vindos, mas temos valores, que não estão atrelados nem ao Lulismo, nem ao Bolsonarismo, mas ao trabalho, ao esforço pessoal de cada um e a preservação do Direito da Maioria, que é a Ordem Pública. Então, não venham querer que Santa Catarina assuma a bagunça de outros estados, não somos a Casa da Mãe Joana, nem temos que assumir o problemas dos outros Estados, sobretudo, quando tanto o rateio de Impostos Federais, quanto a Reforma Tributária nunca foram benéficas à Santa Catarina.


Clayton De Souza pontes

09.11.2025 18:22

Muito espirituosos os catarinenses. Porque o Carlos não se candidata pelo Rio?


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