Hugo Motta, um presidente da Câmara decorativo

21.01.2026

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O Antagonista

Hugo Motta, um presidente da Câmara decorativo

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 10.12.2025 07:00 comentários
Análise

Hugo Motta, um presidente da Câmara decorativo

Invasão da Mesa Diretora tornou-se comum no mandato do atual presidente da Câmara dos Deputados

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 10.12.2025 07:00 comentários 1
Hugo Motta, um presidente da Câmara decorativo
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Virou moda. Quando um deputado ou um grupo de deputados não se vê contemplado (s) com determinada pauta ou reivindicação, eis a solução: ocupar a Mesa Diretora da Câmara.

Em agosto deste ano, deputados bolsonaristas impediram os trabalhos dos colegas por mais de 24 horas. Nesta terça-feira, 9, o deputado da extrema-esquerda Glauber Braga (PSOL) tentou fazer o mesmo. Com os bolsonaristas, que queriam a votação da urgência do PL da Anistia, houve uma certa tolerância; com Braga, nem tanto. O parlamentar do Psol foi expulso após intervenção da Polícia Legislativa. Na confusão, sobrou até mesmo para os jornalistas setoristas da Casa.

Independentemente do desfecho, os dois casos são ilustrativos e revelam o nível de respeito que os integrantes da Câmara têm hoje com Hugo Motta: próximo de zero. O líder do PT na Casa, Lindbergh Farias, deixou isso muito claro em pronunciamento na noite de terça-feira. Ele praticamente pediu o afastamento imediato do atual presidente da Casa.

“Presidente, vou falar uma coisa com muita sinceridade: Vossa Excelência está perdendo as condições de continuar na Presidência desta Casa. O que aconteceu no dia de hoje é muito grave”, disse Farias. “Eu digo: a responsabilidade por essa confusão que aconteceu aqui no dia de hoje é do senhor, é da Presidência desta Casa”, complementou.

A conclusão é óbvia. Outros parlamentares, como Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil, tentaram colocar panos quentes. Mas a situação dele, Motta, é irreversível. Não adiantou ele deixar o cabelo mais grisalho ou aproximar-se do eleitor nas redes sociais. Motta hoje é um presidente da Câmara decorativo. Engolido por uma série de medidas erráticas.

Motta erra feio ao tentar, tal qual um garoto carente/inseguro, agradar a todos. Petistas, bolsonaristas e Centrão. Uma missão impossível. Motta precisa se apossar de alguma cota de poder magistral: por melhor que seja uma decisão, ela sempre desagradará alguém. E Motta, com quase um ano no cargo, não conseguiu entender isso.

Pautar o projeto de lei da dosimetria para dar seguimento ao processo de cassação de Carla Zambelli ou de perda de mandato de Eduardo Bolsonaro não fez sentido algum e apenas ajudou a causar mais tumulto ainda na Câmara. Motta tentou agradar petistas e bolsonaristas mais uma vez. Resultado: foi dragado pelos fatos.

Em resumo: Motta caminha para ser uma versão millennial de Severino Cavalcante.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (1)

Luiz Filho

10.12.2025 10:07

Fraco porque corrupto. Chantageado no supremo por exigir comissão de $70 mil!!!!! E de empresário fodido, que vive de obras públicas de estado pobre


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