Fórmula 1 2025: McLaren na frente, brasileiro atrás?
A Fórmula 1 2025 parece começar com a McLaren na frente e a Sauber, do brasileiro Gabriel Bortoleto, atrás do pelotão.
Os três dias de testes coletivos da Fórmula 1 em 2025, realizados no Bahrein, na semana passada, deram o primeiro esboço do que poderá ser a temporada que começa semana que vem, na Austrália.
Embora os tempos de volta não sejam a única métrica relevante — já que equipes testaram configurações, cargas de combustível e programas diferentes —, a análise de ritmo, confiabilidade e declarações de seus representantes nos permite teorizar uma hierarquia entre elas, ao menos para esse início de campeonato.
Abaixo, coloquei as equipes em ordem de força segundo minha análise, lembrando que só saberemos se essa ordem é real após a bandeirada da primeira corrida e certamente você encontrará entendimentos diferentes sobre esse ranking junto a outros profissionais que cobrem a categoria:
- McLaren: A atual campeã impressionou com consistência e ritmo em stints longos, sugerindo que o MCL39 está bem equilibrado. Lando Norris e Oscar Piastri acumularam voltas sem incidentes graves, reforçando o favoritismo para brigar pelo título de construtores novamente.
- Ferrari: Com a estreia de Lewis Hamilton ao lado de Charles Leclerc, a Ferrari mostrou velocidade e boa adaptação do heptacampeão. Leclerc liderou uma das sessões matinais, e os dados de simulação de corrida indicam que o SF-25 pode competir na frente, apesar de pequenos problemas de confiabilidade.
- Red Bull: Apesar de Max Verstappen ter registrado tempos competitivos, a equipe enfrentou contratempos, como falhas no motor do RB21 e rodadas. A ausência de Adrian Newey parece ter impactado o desenvolvimento inicial, mas o potencial segue alto, especialmente em ritmo de classificação.
- Mercedes: George Russell e o novato Andrea Kimi Antonelli mostraram estabilidade com o W16. A equipe não liderou tabelas, mas exibiu consistência e poucos problemas técnicos, acumulando a maior quilometragem entre todas, sugerindo uma base sólida para lutar por pódios regularmente.
- Alpine: Surpresa positiva, a Alpine parece ter resolvido questões de peso que a atrapalhavam em 2024. Pierre Gasly e Jack Doohan registraram tempos promissores em stints longos e seu carro não pareceu particularmente instável, posicionando a equipe como candidata a “melhor do resto”.
- Williams: Carlos Sainz brilhou em uma das sessões, e a equipe parece ter dado um salto técnico. Alex Albon também se saiu bem, com o FW47 mostrando um ritmo decente, por vezes até melhor que o da Alpine, mas a confiabilidade ainda levanta algumas dúvidas.
- Aston Martin: O AMR25 teve desempenho irregular. Com foco declarado em 2026, a equipe de Fernando Alonso e Lance Stroll parece ter evoluído um pouco na questão da previsibilidade do comportamento do carro, mas pode estar um passo atrás no pelotão do meio, inclusive na questão de consumo de pneus. Vamos ver se a chegada de Adrian Newey, no começo dessa semana, poderá influenciar em algo ainda esse ano.
- Racing Bulls: Yuki Tsunoda e Isack Hadjar enfrentaram dificuldades, com o carro mostrando pouca competitividade no geral, ainda que se um problema específico. A equipe admitiu que espera um início de ano “desafiador.
- Haas: Apesar de melhorias no último dia com Esteban Ocon, a Haas ainda busca entender seu pacote. O ritmo da única equipe americana da Fórmula 1 foi discreto, mas a confiabilidade melhorou e com essa base logo poderá evoluir e brigar pelos pontos.
- Sauber: O brasileiro Gabriel Bortoleto e o alemão Nico Hülkenberg sofreram com instabilidade do C45, especialmente em curvas rápidas, o que é ruim pois além de perderem tempo, tira a confiança dos pilotos no carro. A equipe permanece na lanterna, com muito a melhorar.
Lembro que os testes são apenas um indicativo inicial, cheio de fatores que podem distorcer o potencial verdadeiro dos carros e assim, como disse, a real ordem de força entre as equipes só será conhecida no GP da Austrália, que abre a temporada.
Até lá, novos ajustes e surpresas poderão mudar o cenário nessa que deverá ser uma das temporadas mais competitivas dos últimos anos da Fórmula 1. A ver.
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