Clima: menos alarmismo histérico, mais racionalidade e empatia

17.12.2025

logo-crusoe-new
O Antagonista

Clima: menos alarmismo histérico, mais racionalidade e empatia

avatar
Alexandre Borges
3 minutos de leitura 07.11.2025 07:22 comentários
Análise

Clima: menos alarmismo histérico, mais racionalidade e empatia

Depois de décadas de consenso forjado e medo político, o debate climático começa enfim a sair da sombra do dogma e a colocar as pessoas no centro da discussão.

avatar
Alexandre Borges
3 minutos de leitura 07.11.2025 07:22 comentários 2
Clima: menos alarmismo histérico, mais racionalidade e empatia
Bill Gates - Créditos: depositphotos.com / Ale_Mi

Durante os últimos anos, discutir clima com racionalidade era quase proibido. Questionar custos, prioridades ou resultados era tratado como “negar a ciência”.

O tema foi sequestrado por governos, corporações e ONGs que transformaram o aquecimento global em uma indústria trilionária. O medo virou negócio e instrumento de poder.

Até Bill Gates, que financiou a histeria climática por décadas, admitiu que o alarmismo foi longe demais.

Gates reconheceu que o aquecimento global não é o fim da humanidade, e que o foco deve voltar ao bem-estar das pessoas. Sua mudança de posição quebrou o silêncio de um debate dominado por militância progressista e retórica apocalíptica.

A história mostra que o clima sempre mudou. Há seis mil anos, a Terra era cerca de três graus mais quente do que hoje. Dez mil anos atrás, o planeta aqueceu até seis graus em uma década, sem influência humana. A natureza sempre oscilou. O que é novo é o uso político e financeiro dessas variações.

O alarmismo custa caro.

O Acordo de Paris, símbolo da política climática global, vai consumir mais de um trilhão de dólares por ano e reduzir a temperatura mundial em apenas 0,03 grau até o fim do século. Nenhum país aceitaria esse retorno em educação, saúde ou infraestrutura, mas no clima a conta é ignorada.

O aquecimento global é um problema administrável. O que não é administrável é o desperdício de recursos em políticas que vampirizam as economias e pouco resolvem.

O Consenso de Copenhagen mostra que um dólar gasto em nutrição infantil gera quarenta e cinco dólares em benefícios sociais, enquanto o mesmo dólar investido em metas climáticas traz retorno quase nulo.

Essa distorção revela uma política movida pela emoção e por interesses trilionários, onde poucos lucram e muitos pagam a conta.

Em alguns casos, as próprias políticas ambientais prejudicam quem mais precisa.

Um estudo da revista Nature Climate Change mostrou que cortes drásticos de emissões aplicados sem equilíbrio podem causar mais fome do que o próprio aquecimento, ao encarecer energia e alimentos.

O preço da sinalização de virtude recai sobre os pobres.

A experiência de Bangladesh mostra o caminho oposto. A expansão da eletrificação elevou a renda das famílias em 21% e reduziu a pobreza em 13% em menos de uma década. Energia acessível é política social e também a forma mais eficaz de progresso social.

Nos últimos cem anos, as mortes causadas por desastres naturais caíram mais de 90%. Isso não se deve a tratados internacionais, mas à prosperidade, à tecnologia e à infraestrutura. Sociedades ricas são naturalmente mais resilientes.

Por muito tempo, essas verdades foram censuradas por um consenso político e midiático.

Agora, com o reconhecimento tardio de quem ajudou a moldar o discurso, o debate pode enfim respirar um pouco de ar fresco.

O planeta não precisa de pânico nem de bordões. Precisa de razão, responsabilidade e políticas que coloquem o ser humano e não interesses bilionários no centro das decisões.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Prefeito anuncia cancelamento de show de Zezé di Camargo

Visualizar notícia
2

PF prende desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2

Visualizar notícia
3

Crusoé: O mapa de Milei de que o IBGE não vai gostar

Visualizar notícia
4

Flávio reanima o bolsonarismo

Visualizar notícia
5

Flávio aparece à frente de Tarcísio contra Lula em pesquisa Quaest

Visualizar notícia
6

Fernando Haddad deve deixar o governo Lula em fevereiro

Visualizar notícia
7

Em operação contra deputado, PF acha celulares jogados pela janela

Visualizar notícia
8

“O SBT não tem partido”, diz Ratinho

Visualizar notícia
9

Michelle aplaude Ratinho

Visualizar notícia
10

Alessandro Vieira vota contra PL da Dosimetria: “Abre as portas das prisões”

Visualizar notícia
1

Flávio reanima o bolsonarismo

Visualizar notícia
2

Alessandro Vieira vota contra PL da Dosimetria: "Abre as portas das prisões"

Visualizar notícia
3

Fernando Haddad deve deixar o governo Lula em fevereiro

Visualizar notícia
4

Malafaia quer desistência de Flávio e candidatura de Tarcísio

Visualizar notícia
5

"O SBT não tem partido", diz Ratinho

Visualizar notícia
6

Uma planta para Bolsonaro conversar?

Visualizar notícia
7

Prefeito anuncia cancelamento de show de Zezé di Camargo

Visualizar notícia
8

PL da Dosimetria precisa de correção para não beneficiar "marginais", diz Flávio

Visualizar notícia
9

PF faz operação para desarticular fraudes em licitações no PA e DF

Visualizar notícia
10

Flávio aparece à frente de Tarcísio contra Lula em pesquisa Quaest

Visualizar notícia
1

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 17/12/2025

Visualizar notícia
2

SBT decide trocar Zezé Di Camargo por Chaves

Visualizar notícia
3

MDB fecha questão contra PL da Dosimetria no Senado

Visualizar notícia
4

Cabo Gilberto Silva assume liderança da oposição na Câmara

Visualizar notícia
5

Câmara aprova 2º projeto para regulamentar reforma tributária; texto vai à sanção

Visualizar notícia
6

Malafaia quer desistência de Flávio e candidatura de Tarcísio

Visualizar notícia
7

Escritor rima com ditador? María Corina é boicotada em festival

Visualizar notícia
8

Trump tem “personalidade de alcoólatra”, diz Susie Wiles

Visualizar notícia
9

6 receitas de assados para as ceias de fim de ano

Visualizar notícia
10

Diretor de ‘Dark Horse’ diz que Bolsonaro é uma figura “controversa e polarizadora”

Visualizar notícia

< Notícia Anterior

Relator de CPMI vira obstáculo para Lira chegar ao Senado

07.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

O SUV que virou o xodó das famílias brasileiras por um bom motivo

07.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Alexandre Borges

Analista Político em O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

Daniela_RS

08.11.2025 09:08

Será que, enfim, teremos um pouco de racionalidade e bom senso nesse debate? Será que já não é tarde demais?


Claudemir Silvestre

07.11.2025 08:58

Agora os esquerdistas piram de vez !!!!


Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.