Bolsonarismo em chamas

16.01.2026

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O Antagonista

Bolsonarismo em chamas

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura 13.12.2025 13:06 comentários
Análise

Bolsonarismo em chamas

Reação de Nikolas Ferreira e Bia Kicis a nota pública de Eduardo Bolsonaro escancara uma das várias fendas abertas no movimento após a prisão de Bolsonaro

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura 13.12.2025 13:06 comentários 4
Bolsonarismo em chamas
Foto.: Beto Barata/ PL

A retirada da sanção americana contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fez mais do que sepultar a ameaça estrangeira alimentada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Abriu-se nesta semana uma nova fenda no bolsonarismo. Aliás, a fenda foi apenas exposta, porque já tinha sido aberta pelo próprio Eduardo, com sua campanha solo nos Estados Unidos.

O filho 03 de Bolsonaro já vinha se desgastando publicamente com praticamente toda a direita brasileira, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e até a discreta senadora Tereza Cristina (PP-MS), na tentativa de tomar as rédeas do bolsonarismo.

Desta vez, quando Eduardo empurrou a culpa pela retirada de Moraes e de sua esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky para a “falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior”, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que também já fora alvo do filho de Bolsonaro, resolveu enfim reagir em público contra essa “fraude intelectual”.

Terceira grande crise

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), outro expoente no bolsonarismo, endossou Nikolas, e os apoiadores e influenciadores da família se dividem agora entre quem apoiar nas redes sociais.

Essa é a terceira grande crise aberta no bolsonarismo desde que Jair Bolsonaro foi preso preventivamente em casa, em agosto, sob a suspeita de tentar interferir no julgamento da trama golpista, pelo qual foi condenado e cumpre pena agora, em regime fechado, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, de onde não consegue comandar seus aliados.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi empoderado pelo pai, com uma candidatura presidencial em que ninguém acreditou muito, para tentar tomar as rédeas do movimento após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro mostrar, no Ceará, mais disposição eleitoral do que a família gostaria.

O desconforto causado por Michelle nos aliados cearenses resultou na suspensão da aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) e no retraimento político da ex-primeira-dama.

Sem rédeas

A priorização das vontades e interesses da família Bolsonaro sobre os acordos regionais e conveniências eleitorais já tinha causado atritos em Santa Catarina, com a candidatura do agora ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro.

Eduardo tentou submeter os aliados catarinenses publicamente, mas fica claro mais uma vez, com a reação ao seu posicionamento sobre o desfecho de sua estratégia internacional, que ele está longe de ter o comando necessário para forçar os aliados a embarcar em narrativas que não se sustentam.

Se a aprovação do PL da Dosimetria já atestava a fraqueza do bolsonarismo, que não conseguiu impor a almejada anistia, a resistência pública dos aliados ao caótico comando dos filhos de Bolsonaro deixa clara a dificuldade que Flávio terá para conseguir botar de pé sua candidatura presidencial.

A lideranças bolsonaristas não admitem em público, mas, como detalha reportagem da edição desta semana de Crusoé, têm consciência clara desses limites, e um plano traçado com base nisso.

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Rodolfo Borges

Rodolfo Borges é jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Trabalhou em veículos como Correio Braziliense, Istoé Dinheiro, portal R7 e El País Brasil.

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Comentários (4)

ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO

14.12.2025 20:01

Bolsonarismo, algo que nem deveria existir, ser seguidor de um político vazio e monotemático (defensor do regime militar), autoritário e certamente paranoico. À Lula e Bolsonaro a pessoa não se alia, submete-se (no caso de Lula ainda há a alternativa de tornar-se cúmplice). Se o brasileiro soubesse votar, ambos já estariam fora da política brasileira.


Ita

13.12.2025 18:00

O Jair e sua turma não conseguiu criar um partido político, aqui no Brasil, agora me diz: esses bo**tonaros tem alguma, real, liderança???? como disse o m**e*ue, deputado lá das M. Gerais, é, são un(s) b*stas.


Luis Eduardo Rezende Caracik

13.12.2025 13:29

Bolsonarismo: Cavalo morto não responde às rédeas e as esporas. Sobram os cavaleiros do apocalipse: Bia Kicis, Sóstenes, Eduardo, Van Hatten, Zé Trovão, Zambelli, Zanatta, e outros....


Flavio marega

13.12.2025 13:23

O plano dos Bolsonaro, segue sendo manter Lula no poder.


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