Após 16 anos, Fórmula Indy trocará de carro

11.03.2026

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Após 16 anos, Fórmula Indy trocará de carro

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 24.06.2025 10:14 comentários
Análise

Após 16 anos, Fórmula Indy trocará de carro

É um movimento importante e de certo modo até um pouco tardio, pois o carro atual, apesar de competitivo, já está acusando a idade

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Após 16 anos, Fórmula Indy trocará de carro
Imagem: Chip Ganassi Racing

Enquanto a Fórmula 1 se encaminha para o GP da Áustria nesse fim de semana, a IndyCar, organizadora da categoria conhecida no Brasil como Fórmula Indy, anunciou mudanças importantes para sua próxima geração de carros, com um novo chassi e atualizações no motor previstas para estrear em 2028.

É um movimento importante e de certo modo até um pouco tardio, pois o carro atual, apesar de competitivo, já está acusando a idade na sua falta de evolução em termos de velocidade geral (não máxima, pois nisso seguem imbatíveis nos ovais).

Para se ter alguma comparação, em 2019 tanto a Fórmula Indy, já com o atual chassis, como a Fórmula 1 correram no Circuito das Américas, nos EUA e o tempo da pole position da categoria europeia foi cerca de 14 segundos melhor que o da americana.

Aqui vamos conferir um resumo atualizado de tudo o que foi revelado até agora sobre esses bem vindos planos.

Novo chassi: segue parceria com a Dallara

  • A IndyCar confirmou que a italiana Dallara, sua parceira desde 1997 e fornecedora exclusiva de chassis desde 2008, continuará fornecendo o chassi para a temporada de 2028.
  • O novo chassi, conhecido como IR-28, substituirá o atual DW12, em uso desde 2012, e está em desenvolvimento com foco em segurança, eficiência aerodinâmica, redução de peso – cerca de 38 a 45 quilos – e melhor experiência para os pilotos.
  • A Dallara está colaborando com a organização da Fórmula Indy e suas equipes para criar um chassi mais leve, resistente e adaptável a inovações tecnológicas, incluindo um cockpit ergonômico e um novo arco de proteção (conhecidos por aqui como Santo Antônio).
  • Recursos de segurança, como o Aeroscreen, serão integrados ao novo chassi, em vez de adaptados, como no atual, e aprimorados com base em testes e impressões dos pilotos.
  • O chassi será projetado para compatibilidade com os novos regulamentos de motor, incluindo um sistema híbrido mais avançado.

Motores: híbridos com mais potência

  • Os carros da Fórmula Indy adotarão motores V6 biturbo de 2.4 litros no lugar dos atuais 2.2, combinados com um sistema de recuperação de energia (ERS) mais avançado do que o introduzido em 2024.
  • A meta é alcançar uma potência total de aproximadamente 900 cavalos, combinando o motor de combustão interna com uma unidade elétrica mais potente, embora os números exatos ainda não estejam finalizados.
  • Honda e Chevrolet, as atuais fornecedoras de motores, têm contratos que terminam em 2026, mas a IndyCar está em negociações para extensões e possíveis novos fornecedores, como Nissan, Porsche ou Toyota, que foram mencionados em rumores.
  • A categoria está comprometida com a adoção de combustíveis mais sustentáveis para reduzir a pegada de carbono.
  • A Xtrac continuará fornecendo transmissões cerca de 11 quilos mais leves e a Performance Friction Corporation (PFC) será a fornecedora exclusiva do sistema de freios.

Por que só em 2028?

  • A IndyCar adiou a introdução do novo chassi e motor de 2027 para 2028 para permitir mais tempo de desenvolvimento e testes, devido à complexidade do novo chassi, regulamentos de motor e sistema híbrido.
  • O sistema híbrido introduzido em 2024 serve como um teste inicial para a eletrificação mais avançada planejada para 2028.
  • A categoria está focada em garantir que as mudanças sejam financeiramente viáveis – preocupação muito grande das equipes – mantendo a competitividade e o espetáculo nas pistas. Um ano de intervalo em 2027 pode exigir um congelamento no desenvolvimento dos motores atuais de 2.2 litros, dependendo das negociações com os fabricantes.

Impacto nas corridas

  • O novo chassi e os motores mais potentes devem proporcionar corridas mais disputadas, com maior velocidade em retas, melhor desempenho em circuitos mistos e ovais, e estratégias de corrida mais complexas devido ao uso tático da energia recuperada pelo ERS.
  • A organização da categoria espera atrair maior interesse de fãs e possíveis novos fabricantes com essas mudanças, embora a entrada de novos fornecedores de motores permaneça incerta até que negociações sejam finalizadas.
  • A redução de peso e os avanços aerodinâmicos devem melhorar a competitividade, mantendo a identidade de corridas intensas e equilibradas da Fórmula Indy.

Quais os próximos passos?

  • Testes iniciais do novo chassi estão programados para começar em 2026, com protótipos sendo avaliados por diferentes equipes e pilotos.
  • A IndyCar planeja divulgar mais detalhes técnicos, incluindo especificações finais do chassi e motor, além de possíveis renderizações, conforme o desenvolvimento avança.
  • A categoria se comprometeu a manter fãs e equipes informados sobre o progresso, com atualizações regulares até 2028.

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